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EUA ACABAM COM GOLPE QUE ENVOLVEU 4 MILHÕES DE PCS E DESVIOU US$ 14 MILHÕES

11/11/2011 01:00:00

O Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA está processando sete pessoas, com 27 acusações de fraude eletrônica e outros crimes relacionados ao mundo da computação, alegando que o grupo invadiu 4 milhões de computadores espalhados por 100 países, em um sofisticado golpe de clickjacking (o chamadao sequestro de cliques).

De acordo com o processo, os acusados criaram uma falsa agência de publicidade online, fechando contratos com provedores de anúncios que pagavam ao grupo sempre que suas propagandas eram clicadas por usuários. O malware dos criminosos, que foi plantado em milhões de computadores, redirecionava os navegadores das máquinas para os seus anúncios, gerando, assim, rendimentos ilegais.

O programa nocivo funcionava ao capturar e alterar os resultados da ferramenta de busca do usuário. Quando uma pessoa buscava por um site popular, como Amazon, Netflix, Wall Street Journal, por exemplo, e clicava no link fornecido, o browser era redirecionado para outro site, que pagava ao grupo para gerar tráfego. De acordo com o Departamento de Justiça, o malware do grupo também bloqueava atualizações de antivírus, o que deixava os usuários vulneráveis a outros tipos de ataques.

Seis dos acusados moravam na Estônia durante a operação, que funcionou entre 2007 e 2011. Eles eram Vladimir Tsastsin, Timur Gerassimenko, Dmitri Jegorow, Valeri Aleksejev, Konstantin Poltev e Anton Ivanov. O sétimo acusado, Andrey Taame, residia na Rússia no período.

Os seis réus que moravam na Estônia foram presos pela polícia desse país e os EUA busca extraditá-los. Já Taame continua em liberdade, afirmou o procurador de Nova York, Preet Bharara, em uma coletiva de imprensa.

O DOJ entrou com o processo na corte istrital de Nova York. Cada um dos réus recebeu cinco acusações de fraude eletrônica e crimes de invasão de computadores, enquanto que Tsastsin recebeu mais 22 acusações por lavagem de dinheiro.

O Departamento de Justiça estima que o grupo gerou mais de 14 milhões de dólares por meio de seu esquema ilegal. Ao menos 500 mil dos computadores infectados estão nos EUA.

A rede de malware chamou a atenção do DOJ pela primeira vez por meio da Nasa, que tinha mais de 130 computadores rodando o malware. Apesar de continuar a investigar o problema, a agência espacial não acredita que seus sistemas operacionais mais importantes tenham sido comprometidos pelo software nocivo, afirmou um diretor da NASA.
 
 
 
 
Fonte: IDGNow

 
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