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ACUSADA DE ESPIONAR MOTOROLA SERÁ JULGADA NESTA SEMANA

09/11/2011 01:00:00

A engenheira de software Hanjuan Jin, acusada de roubar milhares de documentos técnicos confidenciais da Motorola para rivais da empresa na China, será julgada nesta semana em Chicago, nos Estados Unidos.

De acordo com reportagem da Bloomberg, Jin, que alega ser inocente, abriu mão do direito de um julgamento com júri e agora será julgada pelo juiz americano Rubens Castillo, em Chicago. Jin, que agora tem 41 anos, foi presa em fevereiro de 2007 no Aeroporto Internacional Chicago OHare quando estava embarcando em uma viagem só de ida para a China. Além de 30 mil dólares em dinheiro, ela estava carregando mais de mil documentos eletrônicos e em papel da sua ex-empresa ? ela tinha acabado de sair da Motorola ? assim como documentos chineses para tecnologia de telecomunicação militar, de acordo com o depoimento do FBI arquivado na corte como parte do caso.

Esse é o ponto principal do processo criminal contra Jin, uma cidadã americana nascida na China, que foi solta após o pagamento de fiança de 50 mil dólares. Como a prisão de Jin aconteceu no aeroporto, o caso levou quatro anos para ir a julgamento. Documentos legais anteriores submetidos pela própria Motorola e tornados públicos pintaram um quadro assustador da influência que os engenheiros de software tinham sobre o ambiente de trabalho de Jin na empresa e como a ex-funcionária teve acesso não autorizado ao código fonte e outros segredos valiosos da Motorola.

De acordo com a reportagem da Bloomberg, Jin está sendo julgada por espionagem econômica com intenção de roubar tecnologia de telecomunicação móvel para o benefício militar da China e de uma empresa sediada em Pequim, a Kai Sun News Technology Company, também chamada de SunKaisens.

O julgamento acontece em um momento de virada na história da empresa. No último mês de agosto, a Google anunciou intenção de comprar a Motorola Mobility por 12,5 bilhões de dólares. Já no final de setembro, o Departamento de Justiça dos EUA pediu mais informações junto a Google sobre o negócio, uma ação que pode atrasar a aquisição, de acordo com a gigante de buscas.

Além disso, o julgamento está sendo realizado pouco após o governo dos EUA atacar o governo chinês e empresas do país oriental, acusando-os de suposta ciber-espionagem contra empresas americanas e agências do governo local.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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