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EUA DIZ QUE AGÊNCIAS DA RÚSSIA E CHINA SÃO ´CIBERESPIÕES AGRESSIVOS´

04/11/2011 01:00:00

Os EUA podem esperar esforços mais agressivos de países como Rússia e China para roubar informações, por meio de ciberespionagem, em áreas como produtos farmacêuticos, defesa e industrial, de acordo com um relatório do governo americano divulgado nesta quinta (3).

Os dois países foram apontados no relatório do Escritório Nacional de Contra-Inteligência, que também emitiu recomendações sobre como as organizações podem fortalecer suas defesas.
"Hackers chineses são mais ativos e persistentes no mundo da espionagem econômica", diz o relatório. "Os serviços de inteligência da Rússia estão realizando uma série de atividades para coletar informações econômicas e tecnologia de alvos nos EUA".

A crescente complexidade dos sistemas de TI ajuda os espiões, pois já mais informação sensível em dispositivos como smartphones e laptops.

A ciberespionagem é eficiente, já que pode ser realizada com recursos relativamente limitados, e de longe. Uma vez que uma intrusão é detectada, pode ser difícil de rastrear a origem dos ataques, pois eles podem ser roteados por meio de computadores em todo o mundo.

O roubo de informação pode ser devastador. O relatado citou o caso de Dongfan Chung, um engenheiro da Rockwell e da Boeing, condenado em 2010. Ele trabalhou no programa do bombardeiro B-1 e foi descoberto com 250 mil páginas de documentos em sua casa.

Se escaneadas, as informações caberiam em um CD. "O ciberespaço torna possível a transferência instantânea de enormes quantidades de informações econômicas e outras", aponta o relatório.

Agências de inteligência chinesas muitas vezes se aproveitam de pessoas que têm acesso privilegiado às redes corporativas para ter acesso a segredos comerciais e copiá-los para uma mídia removível.

Já o desejo da Rússia de diversificar sua economia irá fazer com que o país utilize seus serviços de inteligência altamente capacitados, incluindo cybertécnicas, para tentar obter vantagem económica, afirma o relatório.

"Julgamos que os governos da China e da Rússia permanecerão como espiões agressivos e capazes de roubar informações sensíveis dos EUA, particularmente no ciberespaço", disse o relatório.

O texto recomenda que as organizações criptografem informações, usem autenticação multifatorial e realizem monitoramento em tempo real de redes, entre outras medidas.

O relatório abrange de 2009 até este ano e faz parte de uma lei que exige que o presidente dos EUA envie ao Congresso um relatório bienal sobre ameaças à indústria dos EUA devido à espionagem industrial.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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