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WI-FI VIRA ATIVO ESTRATÉGICO DA OI

01/11/2011 01:00:00

Com a integração efetiva da rede da Vex - 1,6 mil hotspots no Brasil e 2 mil na América Latina, comprada há três meses por R$ 27 milhões, depois de uma disputa com TIM e Telefônica - a tele traça sua política de incorporar a tecnologia à sua cobertura de serviços 3G. Também anuncia pilotos, no Rio de Janeiro, para novos usos do Wi-Fi para pequenas empresas e grandes eventos. Expectativa é audaciosa: Chegar a 1 milhão de hotspots até 2012. A aposta em Wi-Fi não implica desistência do 4G.

Batizado de Oi WIFI, o serviço foi anunciado nesta segunda-feira, 31/10, pelo diretor de Inovação e Novos Negócios da operadora, Pedro Ripper. Além da incorporação da rede Vex- e criar a que chamou maior rede Wi-fi da América Latina, com roaming em 57 países, a Oi também fechou um acordo com a Fon, que possui mais de quatro milhões de clientes.

"Sendo que o último milhão foi incorporado em pouco menos de três meses. No Reino Unido já são mais de 2 milhões de usuários e eles estão chegando no Brasil pela Oi", disse Ripper, em teleconferência para a imprensa. E para atender o mercado outdoor - espaços abertos - também criou a Rede Metro, voltada, especialmente, para os megaeventos.

Inicialmente, o serviço não será cobrado dos clientes Oi de banda larga fixa e móvel, mas so terão acesso ao produto os clientes com banda larga fixa a partir de 5 Mbits e banda larga móvel com franquia de 2 Gb. Os assinantes de outras operadoras terão direito a 30 minutos de degustação e poderão, mais à frente, contratar o serviço por meio da rede da Vex, a ser tabelado, mas esse ataque à base alheia não é, neste momento, foco estratégico.

"Temos cerca de 1 milhão de clientes para atender nesse primeiro momento e vamos expandir consideravelmente essa base dentro dos nossos clientes, que somam mais de 4 milhões em banda larga", destaca Ripper. Sem mencionar valores investidos, o executivo da Oi disse que os pilotos do produto com a Fon e da Metro estão sendo tocados nos bairros do Leblon e Ipanema, no Rio de Janeiro.

No caso da Fon, o teste envolve pequenas e médias empresas, entre elas, restaurantes, salões de beleza, entre outros. "Se eles têm 5 Mbits eles podem aceitar o compartilhamento da Fon e disponibilizar 1 Mbps para acesso público aberto", explica Ripper, informando ainda que o modelo de custo ainda está sendo definido entre os dois provedores. O Oi Metro também está sendo testado nos bairros - já passou inclusive por um piloto durante o Rock in Rio, evento realizado em setembro na cidade. "Foi sem divulgação e houve uma aceitação bem legal do produto", acrescenta.

Ciente que o produto tem forte apelo para usuários de notebooks, tablets e smartphones, Ripper acredita que a rede Wi-Fi servirá, sim, para desafogar a rede móvel, especialmente, a rede 3G. "Elas são complementares e vão dar transparência para o cliente com capilaridade. O Wi-Fi é melhor para áreas densamente povoadas. Já o 3G é mais efetivo nas grandes coberturas", afirmou.

Indagado ainda se a aposta em Wi-Fi - que não exige a compra de espectro - significaria uma desistência da Oi de participar do leilão do 4G, previsto para abril de 2012 e contestado pelas teles, Ripper garantiu que não. "São investimentos independentes", concluiu.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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