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INTEL NEGOCIA FABRICAÇÃO LOCAL DE TABLETS EDUCACIONAIS

28/10/2011 01:00:00

 

A Intel Brasil apresentou nesta quinta-feira, 27/10, dois novos modelos da série Intel Learning Series de equipamentos voltados ao setor educacional. Foram apresentados dois projetos: um Tablet educacional, de 7?, e um Tablet PC conversível, ambos desenvolvimentos especificamente para uso em sala de aula.

De acordo com Fabio Tagnin, gerente de educação da Intel Brasil, o primeiro tem foco em alunos com mais necessidade de acesso a conteúdo e menor produção. ?Já o Tablet PC conversível atende melhor aqueles que tem que produzir mais conteúdo?, afirma.

Segundo a Intel, o Tablet Educacional é o primeiro desenvolvido com foco exclusivo para educação. Por conta disso, tem características de alta durabilidade e resistência, o que permite que seja utilizado em sala de aula por no mínimo três anos. O equipamento tem tela widescreen de 7?, câmera frontal e traseira, entradas USB, 3G e SD protegidas contra água e poeira, Wi-Fi e Bluetooth.

A expectativa da Intel é que os dois equipamentos estejam disponíveis aos programas educacionais brasileiros (como o UCA ? Um Computador por Aluno) até o final deste ano. ?Estamos negociando com alguns fabricantes e nossa expectativa é que os equipamentos sejam fabricados aqui, aproveitando os incentivos do governo para tablets?, disse Tagnin.

Em relação ao preço, o executivo disse que a meta é que o Tablet educacional chegue ao mercado na mesma faixa de preço do classemate PC, que hoje custa em torno de R$ 380, dependendo da região do País. ?É um equipamento mais simples, mas tem componentes mais caros, como a tela touchscreen?, explica.

Estímulo
O presidente da Intel Brasil, Fernando Martins, afirmou que os lançamentos têm o objetivo de atender a um novo perfil de estudante e estimular mudanças no modelo educacional. ?Hoje 66% da classe C tem acesso a internet. Para as crianças que usam a web é difícil ser colocada em uma sala de aula que ainda siga o modelo tradicional?, disse, defendendo a necessidade de uma transformação na educação.

Martins ressaltou, no entanto, que essa transformação exige mais do que equipamentos, ela passa pelo desenvolvimento de políticas públicas, mudanças e avaliação de currículos, desenvolvimento profissional dos professores e pesquisa a avaliação dos resultados. ?Tudo isso em um ciclo constante?, reforça.

A ideia, no entanto, parece estar encontrando menos eco no Brasil do que em outros países. Desde sua criação, em 2007, a Intel já comercializou cinco milhões de equipamentos da Intel Learning Series. No Brasil, cerca de 250 mil equipamentos. Pouco, se comparado a Portugal, com 750 mil equipamentos, e a Argentina, com 1,7 milhão de equipamentos.
Martins disse acreditar que o governo brasileiro está fazendo sua parte, mas lembrou que os gargalos a serem superados são muitos. ?As escolas brasileiras têm muito a superar em questões como disponibilidade de banda, segurança e infraestrutura de rede?, completou.


 
Fonte: convergencia Digital

 
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