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BANDA LARGA FICA COM 75% DO INVESTIMENTO DA OI

28/10/2011 01:00:00

A Oi reduziu sua previsão de investimento para R$ 4,5 bi em 2011 - a projeção inicial era de R$ 5 bilhões, sendo que até setembro já tinham sido aportados R$ 2,8 bilhões. No terceiro trimestre, o aporte ficou em R$ 1 bilhão, sendo que 75% foram para a banda larga e 25% para a telefonia móvel.

E a justificativa para essa queda de R$ 500 milhões no investimento está nos fornecedores de equipamentos. Segundo Alex Zornig, diretor de Finanças e Relações com Investimentos, a tele pressionou a margem à mesa de negociação. "Estamos comprando por menos", diz.

Além disso, destacou ainda o executivo, os fabricantes de banda larga estão com dificuldade para atender a demanda. "Falta DSLAM, faltam placas. Há muita procura e a produção não está dando conta. O atraso na entrega é real. Eles estão pisando um pouco na bola. Não sentimos esse problema na banda larga móvel. É um problema da fixa", exemplificou Zornig, que nesta quinta-feira, 27/10, participou de teleconferência de resultados do terceiro trimestre.

De acordo ainda com o executivo, em setembro, a Oi aumentou a velocidade de conexão da banda larga para 2,33 Mbps, duplicando o percentual em relação ao mesmo mês em 2010. "Hoje, 20% da nossa base de banda larga - cerca de 1 milhão de assinantes - já têm velocidade acima de 5 Mbps, sendo que desses 20%, metade já são usuários de velocidades de 10 Mbps", afirma Zornig. A base de banda larga da Oi está em 4,8 milhões de assinantes.

Sobre a adesão da tele ao PNBL, a Oi diz que até o final do ano terá 300 municípios com a oferta da banda larga popular - 1 Mbps por R$ 35,00 (com impostos) ou R$ 29,90(sem ICMS). Hoje, são 100 localidades. A projeção é chegar aos 4800 municípios atendidos pela operadora em 2014. Em 2012, a promessa é levar a oferta para 1200 cidades.

Na telefonia móvel, Zornig reiterou que a operadora fez um trabalho de limpeza de base no primeiro semestre. "Temos dados reais de clientes. Não queremos ser o coelho da corrida. Queremos vencê-la", alfinetou, ao falar sobre a quarta e última posição no ranking nacional. O diretor financeiro destacou que, hoje, 65% da base de pré-pago da Oi faz recarga mensalmente. Em São Paulo, esse índice sobe para 67%.

Ainda na telefonia móvel, Zornig sustenta que a Oi - que neste trimestre já ficou em segundo lugar em termos de adição líquida de clientes perdendo apenas para a TIM, com 1,3 milhão de novos usuários - estará, em 2014, com 25% de market share e brigando pela liderança. Hoje, ela tem 18,38%, segundo dados da Anatel.

Resultados financeiros

A Oi registrou, no terceiro trimestre de 2011, lucro líquido de R$ 426,2 milhões. O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos depreciações e amortizações) consolidado foi de R$ 2,47 bilhões, e a margem Ebitda ficou em 35,6%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior. No período, a Oi obteve receita bruta de R$ 11 bilhões, e a receita líquida atingiu R$ 7 bilhões.

O ARPU (receita média por usuário) ficou em R$ 22,2 no terceiro trimestre, frente ao patamar de R$ 21,6 registrado no trimestre anterior. Ao final de setembro, a Oi tinha 67,1 milhões de clientes, um crescimento de 1,7% em relação ao trimestre anterior. Por mais um trimestre, a expansão deve-se ao aumento do número de clientes de telefonia móvel e banda larga. Do total de clientes, 42,9 milhões estavam em telefonia móvel, 19,1 milhões em telefonia fixa, 4,8 milhões em banda larga e 330 mil em TV por assinatura.

Operadora destaca ainda no balanço o número de adições brutas na telefonia móvel - 6,5 milhões de novos clientes, registrando o melhor resultado desde 2008. O total de adições líquidas no período foi superior a 1,3 milhão de clientes. Em banda larga, a empresa conquistou 134 mil novos clientes de julho a setembro, um crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior.

Os custos e despesas operacionais (excluindo depreciações/amortizações) totalizaram R$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, uma redução de 2,8% no comparativo com o período anterior, refletindo ganhos com eficiência acima da inflação.

A dívida líquida consolidada da Oi manteve-se estável em relação ao trimestre anterior. Ao final de setembro, ela era de R$ 16,1 bilhões, representando 1,7 vez o Ebitda nos últimos 12 meses. A companhia mantém sua estratégia de reduzir o custo e alongar o prazo médio das dívidas. O custo efetivo da dívida acumulado em 2011 foi de 95% do CDI, uma redução em relação aos 101,9% do CDI no mesmo período do ano passado. O prazo médio das dívidas alcançou 4,5 anos ao final de setembro.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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