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HP VOLTA ATRÁS: ´VAMOS CONTINUAR A PRODUZIR PCS

28/10/2011 01:00:00

A HP é a maior fabricante mundial de computadores pessoais. E vai continuar no mercado, contrariando uma decisão tomada pelo ex-CEO Leo Apotheker. Na tarde desta quinta-feira, a nova presidente mundial da companhia, Meg Whitman, divulgou um comunicado por meio do qual afirmou que "a HP avaliou objetivamente o impacto estratégico financeiro e operacional de um spinoff, e chegou à conclusão de que manter o negócio de PCs é o certo para clientes, parceiros, acionistas e empregados".

O anúncio põe fim a mais de um mês de especulações em alta temperatura, que ganharam o mercado e derrubaram as ações da empresa. Ao assumir a presidência, Meg Whitman havia afirmado que as linhas gerais dos planos do ex-presidente seriam mantidas. Agora, no entanto, a mais polêmica das decisões foi revogada.

Entenda o caso

A HP passou por um gigantesco processo de reestruturação nos últimos anos, especialmente no perído em que esteve sob o comando de Mark Hurd. Ele se encarregou de enxugar a empresa e, com isso, multiplicar os lucros para os acionistas. O problema é que a empresa que emergiu desse processo era eficiente, mas tinha uma menor capacidade de investimento. Quando Leo Apotheker assumiu o leme, havia um dilema. A HP precisaria investir se quisesse acompanhar o crescimento vertiginoso da Apple, que com seu iPad afetou vendas de PCs e, mais que isso, registrou um impressionante crescimento de vendas mesmo de computadores tradicionais, o que colocou os outros fabricantes na defensiva. Caso Apotheker resolvesse investir, os lucros da empresa seriam inevitavelmente menores, e não haveria muita margem para grandes resultados no curto prazo, já que o setor de PCs é altamente competitivo e as margens são historicamente estreitas.

Ele, então, decidiu redirecionar a empresa para o mundo do software - e abandonar a produção de PCs. Porém, a manobra caiu como uma bomba para o mercado, e Leo Apotheker acabou substituído. O negócio dos PCs não foi o únco responsável pela queda, mas certamente teve grande peso.

Efeito colateral

Talvez um dos principais problemas que a HP enfrentaria ao sair do mercado de computadores pessoais seriam os reflexos dessa atitude para sua unidade de servidores e máquinas de maior porte. Atualmente, como líder do setor de computadores pessoais, e uma das grandes no segmento corporativo, a HP tem várias cartas na manga para negociar com fornecedores e manter margens atraentes no mercado de servidores. Sem o volume de compras que o segmento dos computadores pessoais representa, esse poder de fogo se veria bastante diminuído. E talvez essa, mais que todas as outras considerações, tenha sido a variável que determinou a volta atrás. Pelo menos por enquanto, não teremos no mundo dos computadores algo como o "McDonald´s que não vende hambúrgueres", que foi a figura de linguagem que o Wall Street Journal usou para representar o que seria o fim da unidade de computadores da HP.

 
 
 
Fonte: Olhar digital

 
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