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PRÊMIO DÁ US$ 10 MI PARA QUEM DECIFRAR GENES DE CENTENÁRIOS

27/10/2011 01:00:00

Amostras genéticas de centenários serão a base para uma competição milionária com vistas a encorajar a medicina personalizada, afirmaram os organizadores esta quarta-feira.

O Prêmio Archon Genomics X será concedido à equipe que conseguir, no prazo de 30 dias, decifrar o código genético de 100 centenários ao custo máximo de US$ 1.000 por indivíduo.

A competição ocorrerá entre janeiro e fevereiro de 2013, usando amostras celulares doadas por centenários de diferentes origens éticas e de várias partes do mundo.

As regras, divulgadas na revista Nature Genetics, reeditam uma competição que existe há cinco anos, mas não conseguiu encontrar um vencedor.

Até agora, o prêmio de US$ 10 milhões seria concedido à equipe que conseguisse, até outubro de 2013, decifrar 100 genomas humanos - não necessariamente de centenários - em 10 dias ao custo unitário de US$ 10 mil ou menos.

"Nós mudamos a duração da competição de 10 para 30 dias após discussões com os competidores em potencial, que consideraram a estreita margem de tempo uma barreira", explicaram Larry Kedes e Grant Campany, da Fundação X Prize, da Califórnia, parceira na competição.

"Além disso, reduções drásticas nos custos divulgados nos levaram a diminuir a cifra admissível por genoma", acrescentou.

O genoma compreende o DNA, o código da vida, embalada em uma "escada" de dupla hélice, cujos degraus contém quatro bases químicas.

A genética vasculha estes cerca de três bilhões de pares em busca de pequenas falhas vinculadas a doenças. O objetivo é desenvolver uma medicina personalizada, na qual o indivíduo possa ser alertado para o risco de uma doença, tomar medidas para evitá-la ou tomar medicamentos especialmente produzidos para abrandá-la.

O uso de amostras de voluntários centenários visa a revelar mais sobre os segredos de uma vida longa e saudável. Descobrir variedades do DNA que evitam ou reprimem as doenças pode ajudar a identificar novos alvos para medicamentos e mudanças no estilo de vida.

As decodificações vencedoras terão que apresentar altos padrões de qualidade, sem não mais do que um único erro em um milhão de bases.

Após a competição, a amostra genética será "disponibilizada abertamente para a comunidade científica" na esperança de incentivar a pesquisa, afirmaram os organizadores.

Segundo o site do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos Estados Unidos (NHGR, na sigla em inglês), o custo do sequenciamento do genoma humano caiu de cerca de US$ 100 milhões em meados de 2001 para cerca de 10.000 dólares em meados de 2011.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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