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CONSUMIDORES ESTÃO MENOS ANÔNIMOS DO QUE PENSAM AO NAVEGAR NA INTERNET

13/10/2011

Mais um estudo coloca lenha da fogueira quando o assunto passa a ser sua privacidade online. Mais da metade (61%) dos 185 sites de alto tráfego analisados por um estudo do Laboratório de Segurança Computacional da Universidade de Stanford, compartilha nomes de usuários e outras informações pessoais com parceiros. Google, Facebook, comScore e Quantcast são apontados como os maiores receptadores dessas informações. Significa dizer que os consumidores estão menos anônimos do que pensam ao navegar na Internet. E que novas regras "anti monitoramento" são necessárias.

Entre as práticas mais comuns está a inclusão dos nomes de usuários em URLs que as redes de publicidade online podem ver em cabeçalhos de referência, disseram os pesquisadores responsáveis pelo estudo, divulgado terça-feira. Enquanto o debate jurídico não avança, há um consenso crescente entre os cientistas da computação de que as empresas baseadas na Web podem uidentificar seus usuários, disse Jonathan Mayer, um estudante de graduação de Stanford, que liderou o estudo.

"Dada a prevalência de redes sociais, muitas vezes, o nome de usuário dessa rede é também o nome real da pessoa, o que possivelmente permitirá cruzamento de dados importantes. As redes não apenas o que você está fazendo agora, mas o que você fez no passado, e que atividades de navegação na Web você poderá ter no futuro", disse ele.

Em muitos casos, os sites grandes parecem não informar aos usuários que informações pessoais estão compartilhando, segundo o estudo. "Da perspectiva legal, o vazamento de informações é um desastre", afirmam os pesquisadores no relatório.

No HomeDepot.com, a venda de anúncios locais resultou nome do usuários e endereços de e-mail enviados a 13 empresas, segundo o estudo. O Photobucket, popular site de compartilhamento de fotos, compartilha nomes do usuário com 31 outras empresas.

"Apesar do hype, o relatório identificou apenas algumas questões técnicas conhecidas, que os sites podem enfrentar para melhorar a privacidade", disse Daniel Castro, analista sênior da ITIF. "O fato é que a grande maioria das organizações e empresas na internet não abusa dos dados de consumo e têm políticas e práticas em vigor para proteger os consumidores."

A publicidade on-line, incluindo publicidade direcionada, é a base da economia da Internet e paga por conteúdo gratuito e serviços on-line, disse Castro. Sites estão "trabalhando diligentemente para fortalecer e melhorar a auto-regulamentação da publicidade online", acrescentou. "Uma política pública nesse sentido deve ser guiada pelo bom senso e não pela histeria e o medo."

Steve DelBianco, diretor executivo do grupo de e-commerce NetChoice não concordou, e afirmou que um estudo recente do Massachusetts Institute of Technology (MIT) revelou que anúncios não direcionados chegam a ser 65% menos efetivos do que aqueles personalizados. ?Eles são essenciais para websites com audiências mistas, que não possuem interesses inerentes. Uma perda de 65% da receita de anúncios para um site de notícias ou para um blog é muito mais do que um grão de areia? atacou.

Se websites estão compartilhando nomes de usuários ou outras informações, devem ser transparentes sobre isso, opinou DelBianco, . "Quando um usuário cria uma relação com um site, ele precisa saber se o site tem a intenção fazer uso do cookie - incluindo o nome do usuário - quando o usuário visitar outros sites. Se uma empresa lê os cookies sem revelar totalmente onde e como, a Justiça deve tomar medidas contra práticas comerciais desleais e enganosas".

 
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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