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ELÉTRICAS RECLAMAM DE COMPARTILHAMENTO COM TELES, MAS NÓ ESTÁ NO PREÇO

07/10/2011

O setor elétrico se mostra muito descontente com o compartilhamento de infraestrutura, especialmente postes, com as empresas de telecomunicações. As entidades representativas daquelas empresas apresentaram uma nota técnica aos respectivos ministérios e agências reguladoras listando uma série de problemas na relação entre os dois setores, que passam pelo uso irregular das redes e causam prejuízos e a redução da capacidade disponível a terceiros. O maior dilema, no entanto, está nos preços praticados.

As encrencas começam na ocupação irregular, seja pela falta de autorização ou em desrespeito aos planos de utilização dos postes. O resultado é visível em grandes cidades com uma profusão desorganizada de cabos nos postes e tem efeitos negativos ao comprometer a capacidade de uso dessa infraestrutura por outros interessados, riscos de acidentes e a deteriorização dos equipamentos.

Outros problemas dizem respeito à ausência das teles em situações de emergência ou mesmo em momentos de reparos e obras agendados, causando prejuízos diretos a distribuidoras - pela necessidade de remarcação - e aos consumidores, uma vez que muitos casos implicam em desligamentos de energia que acabam sendo inúteis e precisarão ser repetidos.

?Na medida que há uma ocupação mal feita, não se consegue atender a outro solicitante. Infelizmente, até agora nenhuma empresa de telecom buscou um padrão ou mesmo manter uma boa relação com o setor elétrico. Só o que existe são reclamações de que os preços são abusivos?, reclama o analista comercial da Copel, Ademir Mattos, que participou do grupo da Aptel que organizou a nota técnica.

Preço

O preço cobrado no compartilhamento dos postes é, claramente, o grande nó do relacionamento entre teles e as empresas de energia. Para a Anatel, única a falar em nome das teles no debate promovido pela Aptel, há alguns exageros na problemática apontada - a agência prefere acreditar que as irregularidades são feitas por empresas clandestinas. E sustenta que a essência do problema é mesmo o preço.

?Todos os conflitos foram resolvidos, menos um: o preço?, destacou o gerente geral da Superintendência de Comunicação de Massa, Marconi Maya. É para intervir nessa questão que a agência, em conjunto com a Aneel, trabalha em uma regulamentação para a definição de preços de referência a serem utilizados na resolução de conflitos entre teles e elétricas.

Nesse campo, apesar das reclamações do setor elétrico da dificuldade em cobrir os custos da rede, um estudo elaborado pela Aneel demonstrou que há enormes discrepâncias nos valores cobrados das empresas de telecomunicações. Ao avaliar 461 contratos de 63 distribuidoras, descobriu-se que os preços podem variar de R$ 0,30 a R$ 10,50 por ponto em cada poste.

?Percebemos que não existe uma correlação linear entre os preços e a quantidade de postes e que com tantas discrepâncias nos valores as empresas não utilizam a própria metodologia que defendem?, afirmou Marco Aurélio Castro, da Superintendência de Regulação de Serviços de Distribuição da Aneel.


 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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