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POSITIVO INICIA FABRICAÇÃO DE TABLET PARA BRASILEIROS

21/09/2011

A Positivo Informática entra na disputa pelo mercado de tablets e lança no País os primeiros modelos dessa categoria projetados para atender ao consumidor brasileiro. Os aparelhos exibidos pela fabricante nesta terça-feira, (20/9), em São Paulo, rodam o sistema operacional Android, têm telas de sete ou dez polegadas e versões Wi-Fi e 3G. A mais simples, com tela de sete polegadas e Wi-Fi, estará disponível para venda no varejo a partir da segunda quinzena de agosto por 999 reais.

Além das lojas do varejo, o tablet será ofertado pelas operadoras móveis. Os acordos com as teles ainda estão em negociação. A versão de dez polegadas ainda não tem data de chegada aos pontos de venda, mas a fabricante informa que ambos prometem ser a sensação do Natal. 

Batizado de ?Ypy?, que em tupi-garani, quer dizer ?o primeiro?, o tablet da Positivo chega ao mercado com a proposta de competir com o iPad da Apple. Para chegar a esse produto, a companhia investiu em pesquisa e desenvolvimento e estudou o comportamento do consumidor brasileiro por quase dois anos.  ?Nosso tablet foi desenvolvido por brasileiros para brasileiros e não perde em nada para o líder desse mercado?, diz o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg. Ele menciona inovações em hardware, sistema operacional e ecossistema de aplicativos. 

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Tablets Positivo Ypy: telas de 7" (frente) ou 10"

Rotenberg afirma que o Ypy se destaca por ser o primeiro do mercado mundial baseado em Android com tela multitoque de alta-resolução com proporção de 4:3, que, segundo ele, é a ideal para consumo de conteúdos digitais, especialmente de livros, revistas e jornais. O executivo explica que o sistema operacional do Google foi todo customizado em português. 

A versão de 7 polegadas vem com o Android 2.3.4 e a de 10 polegadas com o 3.2, (Honeycomb). ?A Positivo é uma das primeiras do mundo a usar o Honeycomb e por enquanto a única no Brasil a oferecer esse sistema?, informa Rotenberg.

Outra inovação do produto, segundo o executivo, está no ecossistema totalmente em português, com acesso ao portal ?Mundo Positivo?, que conta com lojas próprias de revistas, jornais, músicas, jogos e aplicativos. A empresa já conta com mais de 300 aplicativos e deverá ampliar esse número por meio de um programa para estimular desenvolvedores a criar software para tablets.

Além dos aplicativos liberados pela Positivo, os consumidores do Ypy vão poder acessar toda a oferta de conteúdo e serviços Google, como Android Market, que permite baixar mais de 200 mil programas de diversas categorias.

Linha de produção
A Positivo vai fabricar a linha Ypy nas fábricas de Curitiba e Manaus para se beneficiar dos incentivos oferecidos pelas duas cidades. O produto também está enquadrado no Processo Produtivo Básico (PPB) dos tablets criado pelo governo federal e que concede isenção de PIS/Cofins para dispositivos fabricados no País. 

Apesar das reduções de impostos, Rotenberg diz que a variação cambial impactou na formação do preço final do equipamento, que utiliza muitos componentes importados. Tanto que é, que ele não sabe ainda se os preços para as versões mais sofisticadas poderão ser mantidas. A versão de dez polegadas, estava com preço máximo estabelecido em 1.299 reais.

?Com o preço do dólar, tudo é uma incógnita?, diz o presidente da Positivo. Ainda assim, ele acredita que o Ypy está chegando ao varejo com preço mais agressivo que iPad e tem a vantagem de estar à venda em grandes varejistas, que podem oferecer condições facilitadas de pagamento. A fabricante também aposta no seu conhecimento do mercado brasileiro para atrair consumidores para novo produto. Segundo a IDC, a marca é a mais vendida no País, com participação de 13,2% das 3,8 milhões de computores comercializados no segundo trimestre.  

Mercado
O mercado brasileiro absorveu 200 mil tablets no primeiro semestre de 2011, e deve chegar aos 450 mil até o final do ano ? um número ainda bem distante dos 3,8 milhões de notebooks vendidos no mesmo período. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta terça (20), citando dados da consultoria IDC Brasil. Atualmente, a proporção é de 19 notebooks para cada tablet vendido, mas a IDC acredita que essa distância seja diminuída para quatro por um até 2015.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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