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´NOSSO ANTIVÍRUS É TÃO BOM QUANTO QUALQUER UM PAGO´, DIZ CEO DA AVG

14/09/2011

?Nosso antivírus é gratuito e tão bom quanto qualquer um pago?. É com esse argumento que o CEO da AVG, JR Smith, espera avançar em um dos maiores mercados de segurança do mundo: o brasileiro.

O executivo disparou contra a concorrência durante o evento de lançamento das versões 2012 dos principais produtos da companhia, o AVG Antivírus e o Internet Security, na cidade-sede da empresa, Praga ? capital da República Tcheca. ?Os testes comparativos independentes, como os da AV Comparatives, mostram que às vezes somos até melhores que alguns produtos pagos?, afirma.

Por sinal, a bela cidade tcheca também é o quartel ?general do maior concorrente da AVG no mundo dos antivírus gratuitos, a Avast, empresa que afirmou ter nada menos que 15 milhões de usuários no Brasil. Embora não divulgue números, JR Smith disse ao IDG Now! que a AVG está ?bem perto disso?. Com isso, as empresas tchecas teriam, juntas, praticamente 50% do mercado total de segurança online no país, deixando os outros 30 milhões de internautas para serem disputados por nomes como Norton, McAfee e Kaspersky.

JR Smith segue confiante no modelo ?freemium? adotado por AVG e Avast. ?Temos um excelente antivírus gratuito, com o mesmo desempenho da versão paga?, afirma. ?Quem quiser mais recursos e assistência técnica, é só comprar o produto completo?, completa. Ele admite que a maioria dos usuários não gasta um centavo para usar os produtos da AVG ? no entanto, cerca de 65% das pessoas  que pagam vieram das versões gratuitas.

O resultado final, segundo Smith, é lucrativo ? embora, mais uma vez, ele não revele cifras. Mas há números que o executivo faz questão de divulgar. A empresa, fundada em 1991, tem 650 funcionários e quase 100 milhões de usuários ativos no mundo, e diz limpar mais de 100 milhões de ameaças diariamente. ?A cada 6 segundos ganhamos um usuário?, afirma.

Outro dado enfatizado por ele é que o site da AVG é o mais acessado entre as empresas de segurança há 350 semanas, e o antvírus é o software de proteção mais baixado no Download.com.

A AVG também espera faturar contra o aumento dos ataques contra as plataformas móveis, especialmente o Android. Para isso, lançou há pouco tempo um software de proteção específico para smartphones com o SO.

Smith também rebateu críticas de que empresas como AVG e Avast, por não faturarem tanto, investem menos em desenvolvimento de produto que as concorrentes pagas. ?Percentualmente, gastamos tanto quanto eles, e os resultados estão aí para provar?, afirma.

Linha 2012
A empresa demonstou em Praga as versões 2012 de seus antivírus e do Internet Security. Enquanto o primeiro traz a proteção básica contra malwares, o segundo, somente em versão paga, traz recursos como ?aceleração de vídeos online?, que promete diminuir o tempo de espera em sites como o YouTube, além dos tradicionais antispam e firewall. O AVG IS2012 também traz scanner de links, tanto em redes sociais como no Messenger e ?modo gamer?, que evita verificações quando o micro está sendo muito exigido.

Segundo os executivos da companhia, em relação à versão 2011, a nova está 50% menor em relação ao tamanho dos arquivos de download e tempo de instalação, ocupa 45% menso espaço no HD e exige 20% a menos em termos de processamento e memória.

Tal como a grande maioria dos concorrentes,a AVG diz que seus produtos protegem o internauta usando uma combinação de duas tecnologia. A primeira é o velho sistema de assinaturas, em que um vírus é detectado e produz-se uma vacina específica contra ele ? o problema é que a criação de malwares está muito mais veloz que as empresas conseguem acompanhar, o que está deixando esse modelo obsoleto. A segunda barreira é a chamada ?heurística/comportamental? ? se algum novo arquivo parece ter um comportamento suspeito, como tentar mudar configurações do sistema, ele e barrado a priori.

Outro conceito em voga também adotado pela AVG é a chamada ?proteção em nuvem?. Cada vez que o software no PC de um dos 98 milhões de usuários detecta um arquivo suspeito, o código é enviado para análise nos servidores da companhia ? os quais produzem uma vacina contra ele, se necessário. ?Estamos cada vez melhores nisso?, garante Smith.
 
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
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