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CLOUD COMPUTING TEM PAPEL FUNDAMENTAL NO WINDOWS 8

14/09/2011

No computador Windows do futuro, blocos ?vivos? tomarão o lugar dos ícones, gestos baseados em toques substituirão os cliques do mouse e um "zoom semântico" aparecerá no lugar da árdua pesquisa entre menus e pastas.

Em uma demonstração para jornalistas e analistas, a Microsoft mostrou um beta de seu sistema de próxima geração, o Windows 8. O evento foi apresentado um dia antes da abertura de sua Conferência Profissional de Desenvolvedores Build em Anaheim, Califórnia (EUA), que ocorre nesta terça-feira (13/9).

Embora a Microsoft tenha revelado muitos dos recursos do Windows 8 em seus blogs e demonstrações anteriores, a apresentação da segunda-feira mostrou como esses elementos funcionarão juntos.

Audacioso
O Windows 8 é uma ?reimaginação audaciosa? do Windows, disse Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows. A experiência do usuário do Windows 8 será fundamentalmente diferente da oferecida por versões anteriores. Os usuários não terão mais que enxergar a tela como uma mesa de  trabalho (dekstop). Nem terão de procurar menus no topo de caixas de aplicativos.

Esta mudança ocorre graças a uma nova interface de usuário, chamada Metro, que foi fortemente inspirada pela interface que a Microsoft criou para o Windows Phone 7, no qual as aplicações são acessadas por meio de toques em blocos.

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Tela de abertura do Windows 8

A distinção entre um bloco e um ícone é sutil mas importante, segundo a Microsoft. ?Os blocos são mais expressivos que ícones?, disse Jensen Harris, diretor de gerenciamento de programas para o Windows. ?Ícones são o jeito de ontem de representar apps.? Os blocos vivos podem ser atualizados com novas informações. Um app de clima pode sintetizar a situação atual do tempo, um cliente de e-mail pode mostrar quantos novos e-mails chegaram.

Os blocos também podem ser organizados em grupos, para acesso mais fácil. Harris mostrou como os usuários podem agrupar diferentes conjuntos de aplicações, como games, sites de rede social, sites ligados ao trabalho e assim por diante.

Usando um gesto multitoque, um usuário pode dar zoom out para ver todos os grupos, ou zoom in para ver uma certa seleção. Harris chamou o processo de ?zoom semântico?. Como os blocos, os grupos também podem ser movidos.

Nuvem
A cloud também tem um papel fundamental no Windows 8. O vice-presidente da Microsoft, Chris Jones, demonstrou alguns dos modos como o Windows 8 pode ser usado em conjunto com os serviços Live e SkyDrive.

O Windows 8 será capaz de unificar os dados da nuvem de diferentes fontes. O cliente de e-mail pode gerenciar mensagens de múltiplos clientes, e a aplicação de calendário pode reunir várias agendas em uma única visualização. A lista de contatos pode combinar contatos de múltiplos serviços. O cliente de mensagens instantâneas pode combinar vários serviços também.

O SkyDrive vai fornecer um modo de sincronizar informação entre vários dispositivos. Fotos, por exemplo, podem ser atualizadas automaticamente de um celular ou câmera digital e compartilhada com outros. Os usuários podem até usar o SkyDrive para acessar dados em um computador remoto.

Apps de precisão
A apresentação como desktop permanece parte do Windows, mas apenas para o que Sinofsky chamou de ?apps de precisão?, ou aqueles que podem ser melhor operados por meio dos comandos precisos do mouse. Caem nessa categorias o Adobe Photoshop ou o próprio Gerenciador de Tarefas da Microsoft. A interface de desktop torna-se assim ?apenas outra aplicação?.

Apps tradicionais de desktop, contudo, não serão capazes de rodar em máquinas baseadas em chips ARM ? Sinofsky deixou isso claro durante uma sessão de perguntas e respostas. Como essas aplicações não serão capazes de aproveitar os recursos avançados do ARM, como a capacidade de ajustar o status de energia quando não é utilizado, faria pouco sentido fornecer um jeito de rodar tais aplicações em processadores ARM, disse.

Apps baseados na interface Metro, contudo, poderão rodar tanto em máquinas x86 como ARM. A Metro abstrai as duas plataformas de hardware em um conjunto de chamadas de sistema. Para construir apps Metro, os desenvolvedores podem usar tanto o framework XAML ou um conjunto de padrões da web, incluindo HTML5, JavaScript e CSS.

Os apps em si serão ?imersivos?, quer dizer, eles poderão tomar toda a tela, disse Harris. O quadro cromado tradicional das aplicações foi eliminado, acrescentou. Um usuário poderá passar o dedo de cima a baixo da tela para ter uma lista dos comandos da aplicação na parte de baixo da tela.

Os apps também podem ser encontrados por meio de uma função de busca.

Charms
Os usuários também serão capazes de acessar um conjunto de utilitários comuns disponíveis para apps Metro, bastando correr o dedo para a esquerda. Esta ação vai produzir uma faixa no lado direito, com vários ícones, o que Harris chamou de ?Charms?. Os Charms cobrem atividades comuns em todas as aplicações, como compartilhar, buscar ou interagir com outros dispositivos, como impressoras. A Microsoft fornece uma interface para deenvolvedores Metro terem suas aplicações interagindo com esses utilitários.

Por exemplo, com o charm ?Sharing?, Harris mostrou como compartilhar uma página web com um amigo por meio de um site de redes sociais como o Facebook. Com o dedo, o usuário ativa o charm Sharing, que fornece uma lista de aplicações pelas quais o conteúdo pode ser compartilhado. Cada aplicação tem um conjunto de exigências para receber os dados compartilhados, chamado contrato, que permite que outras aplicações forneçam dados.

Apesar de sua interface imersiva, o Windows 8 vai oferecer a capacidade de rodar várias aplicações ao mesmo tempo. As aplicações podem ser movidas para uma barra lateral e chamadas quando necessário. Esta versão do Windows vai oferecer a capacidade de colocar os apps em ?estado suspenso?, que salva seu estado e o impede de fazer outras chamadas ao sistema operacional, o que vai colaborar para reduzir o consumo de energia.

A Microsoft demonstrou vários outros recursos. Quando o usuário inicia seu aparelho, a tela de abertura vai mostrar a hora e a data atuais e algumas informações pessoais, como o número de novos e-mails, os próximos compromissos da agenda e assim por diante.

A verificação do usuário poderá ser feita por várias formas ? via senha tradicional, por um número de identificação pessoal ou por foto. Com uma senha por foto, um usuário será apresentado a uma imagem familiar, como a do marido ou da esposa, e é solicitado a desenhar linhas imaginárias entre diferentes partes da foto com o dedo, tal como uma atividade de ligue-os-pontos. O acesso será liberado se o usuário reproduzir a sequência correta de movimentos.
 
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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