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11 DE SETEMBRO CONTINUA A INFLUENCIAR AS ESTRATÉGIAS DE TI

09/09/2011

No rescaldo dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, primeiros pensamentos e preocupações de Dave Rudzinsky, CIO da Hologic, foram para as pessoas afetadas pelas tragédias. Como alguém que desempenha um papel crítico na equipe de disaster recovery, ele também tentou compreender a devastação empresarial.

Muitas empresas tiveram que rever seus programas de disaster recovery depois de 11/9. Os ataques expuseram a falta de atenção para a continuidade das operações das empresa, diz Roberta Witty, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

"O que acontece quando você perde sua força de trabalho? E se você deixar de ter um prédio para ir? Como você entra em contato com seus funcionários? Como você mantém o controle de pessoas feridas? Como você realoca turnos de trabalho de um local para outro? As empresas perceberam que tudo o que tinham era um programa de disaster recovery limitado à sistemas de TI.

Os ataques 11/9 mostraram ao mundo que o pior cenário possível pode realmente acontecer, diz Bill Swislow, CIO e vice-presidente sênior da Cars.com, em Chicago. "Entendemos o que esse tipo de evento poderia causar."

Desde 11/9, a Cars.com tem focado mais atenção na continuidade de operações. Ela agora tem acesso remotos a ferramentas online de escritório, no caso de sua sede do centro de Chicago ficar inacessível, por exemplo. "Nós pensamos muito mais sobre a perda de acesso físico, e temos um plano que tenta resolver a situação, na falta de um escritório central," Swislow diz.

Entre as mudanças Hologic tomada após 11/9 uma dles foi mover os aplicativos-chave, incluindo seus sistemas de ERP para uma instalação de data center comercial. O provedor do data center tem mais expertise na implementação de planos de recuperação de desastres", diz Rudzinsky.

A Hologic também permitiu a mais integrantes da sua força de trabalho a possibilidade de teletrabalho em caso de uma emergência. "Tirando os operários da fábrica, muitos agora estão habilitados para trabalhar de qualquer lugar", diz Rudzinsky.

Antes de 11/9, os preparativos da Hologic pata recuperação de desastres estavam satisfazendo os auditores da empresa. Agora é uma prioridade estratégica, não só para TI, mas também para os altos executivos da empresa.

"Como uma pequena empresa, nós fomos mais tolerantes ao risco. Como nos tornamos uma grande empresa pública, estamos muito menos tolerantes ao risco", diz Rudzinsky. "Na nossa agenda de TI e nossa agenda de negócios a cada ano, o risco de TI e de segurança continua subindo."

Repensar as prioridades de TI

Os ataques acabaram dando algumas equipes de TI o apoio que precisava para colocar os planos de longa data em ação. Para a Brandeis University, isso significou construir data centers redundantes.

"Nós conversamos sobre isso, planejamos, mas não passamos da fase de planejamento até o 11/9", diz John Turner, diretor de redes e sistemas da Brandeis em Waltham, Massachusetts " Acho que 11/9 teve um impacto direto sobre a decisão de financiamento do projeto e da construção do segundo data center."

"A nova legislação de segurança pós 9/11 também impactou a Brandeis. Como parte do Patriot Act, faculdades e universidades com grande fluxo de estudantes internacionais passaram a ser obrigadas a usar o Student Exchange and Visitors Information System (SEVIS), um sistema digitalizado para rastrear informações sobre os visitantes de intercâmbio, os estudantes internacionais e acadêmicos.

As equipes de TI da Brandeis tiveram que equipar a universidade com sistemas de ERP para recolher e monitorizar dados SEVIS, por exemplo, e grupos de segurança foram treinados para responder às solicitações judiciais de escutas telefônicas e de dados de preservação. "O Patriot Act teve um grande impacto no que fazemos e como atuamos", diz Turner.

O tiroteio em massa no campus da Virginia Tech também teve um grande impacto na Brandeis; a tragédia 2007 obrigou todo o setor de educação a reconsiderar e reforçar a sua capacidade de se comunicar com os alunos, professores e funcionários em caso de uma emergência.

A Brandeis reforçou seus sistemas de comunicações de emergência para permitir que a universidade notificasse alunos, professores e funcionários sobre situações de crise no campus através de diferentes meios, incluindo e-mail e correio de voz; mensagem de texto enviada aos telefones celulares pessoais dos estudantes; transmissão de mensagens para telefones localizados em escritórios, salas de aula e locais de reunião pública, e as contas de e-mail pessoal dos alunos.

"Depois do ocorrido no campus da Virginia Tech, a principal preocupação foi avaliar a nossa capacidade de mensagem da comunidade em situação de crise", diz Turner.

Os ataques terroristas de 11/9 foram um ponto de inflexão, e as vulnerabilidades operacionais que foram expostas após a data continuam a ser testadas por eventos mundiais, como furacões, terremotos, incidentes cinzas vulcânicas, as pandemias de gripe e violência campus, alerta Witty, do Gartner.

É preciso estar preparado para o pior.

"Daquele dia em diante nos preparamos para lidar com uma situação de crise como parte dos procedimentos normais da operação. Nos preparamos com maior antecedência para estas situações, e temos boas metodologias para isso. Uma década atrás não era assim", confirma Turner Brandeis.
 
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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