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MICROSOFT PESQUISA VISUALIZAÇÃO DE GRANDES VOLUMES DE DADOS

08/09/2011

A Microsoft decidiu investir pesado em tecnologias capazes de facilitar o manuseio de grandes volumes de dados. Um campo muito ligado às plataformas de colaboração, um dos aspectos explorados no centro de pesquisas da fabricante dedica às tecnologias de comunicação. Foi o que revelou a diretora da unidade de pesquisa Cary Czerwinski, durante a conferência internacional sobre interação humana com computadores, Interact 2011.

As tecnologias e o desenho de ferramentas de colaboração são apenas alguns dos temas pesquisados na unidade. A área da conjugação das TIC com a indústria têxtil, a comunicação móvel em sistemas de redes sociais, e até as ferramentas destinadas a programadores, são outros objetos de pesquisa e desenvolvimento.

A unidade da qual Czerwinski é diretora é uma das menores do complexo de desenvolvimento da Microsoft. Mas nos seus mais recentes trabalhos estão incluídas interfaces e ferramentas para as bases de dados SQL, planilhas Excel, para o Office e o Office Communicator, entre outros.

Um dos projetos da equipe de Czerwinski é o Cambiera, focado na análise e vizualização de grandes volumes de dados. Utiliza o Surface como plataforma de hardware e procura facilitar a partilha de informação em processos de colaboração.

Por exemplo, na análise de um grande número de documentos por vários colaboradores, o sistema organiza os textos já lidos e as buscas já realizadas. O processo de pesquisa revelou, segundo a responsável, que o Surface precisa de maior resolução de imagem para suportar adequadamente a aplicação.

Outras pesquisas têm como objetivo facilitar a percepção, entre os colaboradores de um projeto, sobre o que cada um faz. Segundo Czerwinski, os resultados da pesquisa indicam incrementos de confiança entre os colaboradores, ao usarem a ferramenta, além de uma melhor organização do trabalho.

Com a evolução da ferramenta, percebeu-se que auxiliava a manutenção da ?saúde da equipe?: em resumo, ajudava os integrantes da equipe a perceberem mais rapidamente quem precisaria de mais ajuda para cumprir prazos de produção.

Czwerwinski revelou que as equipes onde as aplicações foram testadas criticaram-na por excesso de elementos visuais. Contudo, resslatou que os problemas sobre a percepção sobre o outro e o trabalho do outro são dos mais relevantes nos ambientes de colaboração. Isso aconteceu no desenvolvimento do Visual Studio e é particularmente forte nas situações de teletrabalho.

Segundo a pesquisadora, ainda não se consegue substituir a experiência da negociação face a face pelas sessões de videoconferência. Subsistem importantes questões relacionadas com diferenças culturais, como gestos de comunicação e com a percepção dos interlocutores sobre os outros. A direção do olhar continua a ser um desafio e, neste aspecto, a equipe de pesquisa descobriu ser importante não esconder que a comunicação está sendo mediada por uma tela ? ?que não pode ser escondida?.

Na mesma linha de raciocínio, colaboradores da equipa de pesquisa descobriram que, por razões diversas, resulta mal a "antropomorfização" dos computadores. Outra ideia desenvolvida no ambiente da Microsoft é a da criação de uma rede social para programadores. O objetivo fundamental é colocar em contacto pessoas que deviam interagir sobre determinado aspecto, mas ainda não o fazem.

Em um campo mais avançado, a Microsoft está explorando também formas de interação a partir do reconhecimento de indicações produzidas com os músculos, a pele, a boca e os olhos. No caso dos músculos, explicou que o conceito fundamental é o reconhecimento e medição da atividade elétrica dos mesmos.

A comunicação por vídeo é outra das áreas de investigação da equipe. A responsável prevê que daqui a cinco a 10 anos, as crianças deverão comunicar através de vídeos, com a mesma frequência e facilidade como o fazem hoje através de sistemas de email.

Em declarações à COMPUTERWORLD, a pesquisadora considera que, tecnologicamente, não falta nada para isso acontecer. Mas subsistem questões a serem resolvidas no sentido de proporcionar níveis de privacidade (como a delimitação do círculo de amigos autorizados a vizualizar os vídeos) e segurança adequados.

Quanto à integração dos meios de comunicação electrônicos (email, mensagens instantâneas, vídeo) há ainda importantes desafios ? além da latência das redes, largura de banda? Mas aponta já existirem boas condições capazes de suportar essa integração: a ubiquidade de dispositivos, a qualidade de som e imagem ou os níveis de resolução produzidos.

Mesmo assim, Wczerwinski explicou à COMPUTERWORLD que para a integração das comunicações por vídeo com outros meios ser plena é necessário o desenvolvimento de melhores formas de compressão, de indexação e de armazenamento capazes de facilitar essa indexação. Em termos de interface, o desafio passa por criar formas pequenas e sobretudo não obstrutivas, mas com estilo inovador, segundo a investigadora. Trata-se de incorparar os dispositivos cada vez mais nos seres humanos, ironizou.

Mas mesmo face ao surgimento dos smartphones e tablets, a responsável refuta a hipótese de o PC como interface estar prestes a ?morrer?. No vídeo, por exemplo, as pessoas vão usá-lo para fazer edição e pequenas anotações, defende.

Não obstante, na fase da captura de imagens, a Microsoft está a investigar formatos cada vez menores, capazes de agilizar os movimentos.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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