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TELES DEFENDEM QUE MEDIÇÃO DA BANDA LARGA FIQUE RESTRITA ÀS REDES

31/08/2011

A medição da qualidade da banda larga na rede das prestadoras deve considerar um ambiente livre de interferências externas, defende o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) ao avaliar a proposta sobre o assunto, em estudo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Em nota, a entidade afirmou que um modelo de aferição das condições desse serviço que não isole o ambiente a ser avaliado pode comprometer o desempenho das conexões e resultar em uma conclusão que não reflita a realidade. ?A  Anatel deve considerar as experiências internacionais, que em grande maioria se restringem às redes do provedor de acesso. A conexão à internet, seja pela rede fixa ou sem fio, enfrenta uma série de obstáculos até chegar à infraestrutura do prestador?, informou a entidade.

Seu argumento é que as primeiras barreiras podem estar no próprio terminal de acesso (computador, tablet e celular). Uma baixa capacidade de processamento da máquina pode, por exemplo, diminuir a velocidade de envio de uma mensagem ou ampliar o tempo para se baixar um vídeo.

Ainda de acordo com o sindicato, a  rapidez de uma conexão pode ser comprometida ainda por insuficiência de capacidade de memória de armazenagem ou pela existência de vírus no terminal de acesso. Se a rede da casa ou do prédio onde o cliente mora estiver deteriorada, a velocidade de conexão é reduzida, o que pode ocorrer também quando mais de um usuário, em terminais diferentes, se conecta ao mesmo tempo a um único acesso de internet, por meio de sistemas sem fio (wifi).

Apesar de a Anatel afirmar que as medições devem se restringir às redes das prestadoras, na proposta de Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia os indicadores de rede seriam avaliados a partir do terminal do assinante, sem isolar as possíveis interferências do ambiente do usuário.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por exemplo, utiliza um método de medição da qualidade a partir de um equipamento chamado thin-client, que é instalado na casa do usuário no lugar do terminal de acesso. Esse equipamento simula as operações de acesso à internet, como envio de e-mails e downloads de músicas, eliminando algumas das possíveis distorções das medidas de qualidade.

O SindiTelebrasil considera que o método utilizado pelo NIC.br, feito por amostragem, é o mais adequado, já que permite uma avaliação mais precisa da qualidade dos serviços de banda larga.

Na próxima quinta-feira, 1º de setembro, o SindiTelebrasil promove, em Brasília, o seminário Modelo de Avaliação da Qualidade de Acesso à Internet em Banda Larga, que contará com a presença de especialistas do NIC.br e de empresas e entidades internacionais para debater o tema.

Hoje pela manhã, durante a realização do debate O Futuro da Internet no Brasil, realizado pelo Comitê Gestor da Internet, conselheiros do NIC.br defenderam que a medição da qualidade da conexão passe a ser um parâmetro importante para a prestação do serviço, controlado pelo órgão regulador.
 
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
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