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NEXTEL RECORRE DE AÇÃO DAS TELES E DIZ QUE CUSTO DE INTERCONEXÃO É ´IMPOSTO PRIVADO´

19/08/2011

Para o vice-presidente de Novos Negócios e Assuntos Regulatórios da Nextel Brasil, Alfredo Ferrari, as operadoras precisam rever seus modelos de atuação e o custo da interconexão de redes precisa baixar o quanto antes - sem isso, assegura, não é possível reduzir o custo do serviço ao consumidor.

"O custo da interconexão no Brasil é absurdo. Ele é o mais caro do mundo. Está hoje em R$ 0,44 e deveria estar em torno de R$ 0,12. Sei que a Anatel está trabalhando no tema, mas precisamos agilizar. Temos o imposto público que é pesado, mas o privado - quer é a interconexão - também é acima da conta", disse Ferrari, em encontro com a imprensa nesta quinta-feira, 18/08, na capital paulista.

Com relação à disputa com as teles móveis - que reclamaram na Anatel e na justiça o fato de a Nextel estar supostamente extrapolando o limite da sua licença de SME (Serviço Móvel Especializado) que permite a venda para grupos e não diretamente para pessoas físicas - Ferrari diz que a companhia recorreu à Justiça e aguarda uma posição do órgão regulador.

"Temos consciência do nosso papel e que atuamos dentro da nossa licença. A licença de 3G nos amplia a possibilidade de ativação de clientes, mas vamos manter as duas licenças SME e SMP. Não queremos deixar de ser uma SME. Acreditamos que há público que não quer Internet rápida, tampouco smartphones de última geração", destacou o presidente da Nextel, Sérgio Chaia.

Sobre as adesões de clientes, Ferrari observou que, hoje, de 15% a 20% de pedidos de adesão são negados porque contrariam as regras do SME. Além disso, revela, a empresa desligou cerca de 2000 pessoas que também utilizavam o Nextel de forma indevida.

"Fazemos a limpeza na nossa base", garante ainda Ferrari. "Posso sustentar que o 3G não virá para canibalizar o Iden. Os dois vão conviver e terão investimentos", completou o presidente da empresa, Sérgio Chaia.

Indagado se havia algum temor com relação à compra da Motorola Mobility - fornecedora exclusiva do Iden - pelo Google, o executivo foi taxativo. "Temos contratos até 2014 e o negócio Iden é muito lucrativo para a Motorola. Tenho certeza que ninguém está interessado em rasgar dinheiro", disse.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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