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TRANSPARÊNCIA DO FORNECEDOR É CHAVE PARA CLOUD

18/08/2011

Em algum momento do futuro, praticamente todas as organizações acabarão migrando ao menos uma parte de suas funções de TI para cloud computing. Apesar de ser uma tendência irreversível, as empresas devem tomar cuidado em saber qual modelo é mais adequado para seu negócio. Para isso, a confiança no fornecedor é fundamental, segundo o vice-presidente Administrativo do Gartner, Gene Phifer.

"Não é uma questão de ´se´, mas sim de ´quando´ as empresas irão adotar a cloud. Mas é preciso analisar os riscos em relação aos fornecedores. Nem todos são confiáveis, muitos deles não são transparentes, são opacos?, afirmou o especialista durante a décima edição da Conferência de Tecnologias Empresariais do Gartner, realizado em São Paulo.

Para Phifer, as empresas que querem migrar para nuvem devem ter em mente que todos os fornecedores possuem uma série de obrigações em relação aos seus clientes. ?O cliente precisa saber quem gerencia seus dados. Deve saber, por exemplo, onde seus dados ficarão hospedados. Qual a jurisdição em que o fornecedor trabalha. O provedor pode, por exemplo, estar atuando nos Estados Unidos, onde há o Patriot Act, que dá permissão ao governo violar dados, caso haja suspeita de terrorismo. Muitas empresas podem não querer que seus dados fiquem lá por causa disso?, afirma.

Segundo o especialista do Gartner, entender os requisitos legais de jurisdições em que o fornecedor trabalha é um dos direitos do cliente. Ele ainda listou mais cinco pontos importantes: o direito ao acordo de nível de serviços que contemplem confiabilidade, remediação e passivos de negócio; o direito à notificação e à escolha sobre as mudanças que afetem processos de negócios consumidor; o direito de entender as limitações técnicas ou requisitos do produto ofertado; e o direito de saber os processos de segurança seguidos pelo provedor.

?Essa lista de direitos deve ser apresentada sempre que for negociar com o fornecedor. Se ele não puder atender a algumas delas, o cliente não deve fechar o negócio, deve procurar outro provedor. E tudo tem de estar especificado no contrato?, diz Phifer.

Mas os consumidores de serviços de TI têm também suas obrigações. ?Temos o exemplo recente dos problemas com o serviço de nuvem da Amazon. Muitas empresas ficaram quatro dias sem acesso aos seus dados porque simplesmente não tinham feito backup. É obrigação do cliente fazer um quando coloca seus produtos na nuvem. Não pode ficar esperando por um mágica do fornecedor.?

Outro ponto importante é saber identificar quais as áreas menos críticas que podem começar a ser migradas para nuvem. ?As empresas devem se perguntar: Será que é bom o suficiente para mim? Comece com as áreas menos críticas e vá adotando a nuvem aos poucos, avaliando serão esses serviços de TI. Algumas organizações são capazes de fazer essa avaliação. Tem um departamento de TI desevolvido o suficiente para isso. Outras não fazem ideia de como fazer?, informa.

Segundo Phifer, as empresas estão migrando para a nuvem por conta de uma série de motivos. A maioria quer redução de custos. ?Embora nem todo mundo vá economizar dinheiro, pois não há uma garantia disso, a maioria vai conseguir esse objetivo. Mas na na minha opinião, os maiores benefícios são a agilidade na entrega de serviços computacionais e a habilidade de escalonar de acordo com os picos de necessidades. Mas, se não der, não vá ao Cloud agora, ainda há muita imaturidade. Em seis meses, o que você quer pode estar disponível", conclui.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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