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LUCRO DA OI CAI 13,7% NO 2O TRI FRENTE A UM ANO ANTES

16/08/2011

A Oi teve um lucro líquido de 354 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 13,7 por cento na comparação com o mesmo período de 2010, informou a companhia nesta segunda-feira.

O resultado, contudo, ficou acima da média das estimativas de seis analistas consultados pela Reuters, que previa um lucro líquido de 320 milhões de reais.

Alex Zornig, diretor financeiro da companhia, ressaltou que apesar da queda na comparação anual, o resultado foi muito positivo frente ao prejuízo de 395 milhões de reais do primeiro trimestre de 2011, por conta principalmente da rentabilização da base de clientes, melhorias operacionais e queda nas despesas financeiras.

A receita líquida ficou em 7,07 bilhões de reais, em linha com a média da estimativa de analistas de 7,1 bilhões de reais, mas caindo 4 por cento na comparação anual, principalmente devido à transição de serviços de linha fixa por ofertas de maior valor agregado.

"O uso do telefone fixo foi caindo mês a mês, e tivemos que substituir essa receita (da telefonia fixa) pela do móvel e banda larga", disse Zornig em teleconferência com analistas, acrescentando que essa transição "leva tempo".

"Temos vários planos adotados a partir de abril... onde o objetivo é que reverta ou diminua a oferta da voz fixa", acrescentou.

O total investido no período foi de 1,04 bilhão de reais, parte do plano de investimentos da companhia para 2011. "Pretendemos manter nosso target de 5 bilhões de reais de Capex (investimentos) pra o ano, focando na banda larga... e aumentando nossa cobertura de 3G", disse o executivo.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou 2,476 bilhões de reais de abril a junho, caindo 7,9 por cento frente a um ano antes.

A margem Ebitda recuou 1,5 ponto percentual na comparação anual e alcançou 35 por cento no segundo trimestre. Apesar da queda, Zornig disse que a "qualidade da margem" agora é maior.

"2010 foi o ano da rentabilização de base (de clientes), (agora) temos margem de 35 por cento na fase de crescimento", disse ele.

MERCADO

A companhia tem sido pressionada por investidores por ter que apertar as margens na telefonia fixa --que vem perdendo cada vez mais assinantes-- em meio ao aumento de competitividade, e por perder mercado nos últimos meses em acessos de telefonia móvel, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Zornig, contudo, atribuiu a queda nos acessos móveis a uma "limpeza" neste ano na base de clientes deste segmento que não utilizam seus chips por mais de 90 dias. "Limpamos os clientes da nossa base pra reduzir custos", disse ele.

Segundo ele, a companhia tem uma posição de caixa confortável, suficiente para investimentos, pagamento de dividendos e de dívida. A Oi encerrou o segundo trimestre com caixa disponível de 8,7 bilhões de reais e dívida líquida de 16,2 bilhões de reais.

A Oi também passa por um processo de reestruturação de sua complexa estrutura acionária, composta por sete classes de ações. Além disso, o grupo mudou recentemente o comando da empresa com a saída de Luiz Eduardo Falco da presidência e a nomeação de Francisco Valim para assumir o cargo, em 1o de agosto.

A companhia recentemente elevou a relação de troca de suas ações para a reorganização, que concentrará as participações do grupo na unidade Brasil Telecom, que será a única companhia listada em bolsa e terá seu nome alterado para "Oi

S/A".

Questinado sobre as críticas desse modelo de troca, Valim disse que "sempre vai haver questionamento... interesses divergentes, mas acreditamos com muita convicção que é o melhor modelo de precificação que possa existir".
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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