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INDÚSTRIA NÃO VÊ TABLETS COMO AMEAÇA AO MERCADO DE NOTEBOOKS

01/08/2011

A inevitável popularização dos tablets no Brasil não deverá ter efeitos importantes sobre a venda de laptops, segundo executivos da indústria. "Não vejo confronto direto entre os dois produtos", diz o gerente da área de notebooks da Samsung, Ricardo Domingues. "Estão dizendo que os tablets vão acabar com os notebooks, mas já disseram também que os netbooks iam fazer o mesmo."
 

Curiosamente, a categoria verdadeiramente ameaçada pelo avanço dos tablets pode ser justamente a dos netbooks --aparelhos de menor porte e desempenho inferior ao dos notebooks que se popularizaram nos últimos três anos. "A tendência do netbook é desaparecer", diz Felipe do Couto Duarte, diretor de varejo da Lenovo. "Tudo o que o netbook faz, o tablet faz de maneira mais eficiente", diz Daniel Neiva, diretor do mercado de médias e pequenas empresas da Dell.

O tablet --assim como o netbook-- é considerado um aparelho ideal para funções mais simples, como navegação, comunicação e entretenimento. É perfeito para levar em viagens, mas tem limitações para ser adotado como a principal máquina do usuário. A falta de teclado físico e o relativamente baixo poder de processamento para tarefas mais exigentes os fazem ficar para trás dos notebooks e dos desktops quando se exige produtividade das máquinas.

COMPLEMENTARES

"Para um mercado ser bem-sucedido, o outro não precisa ir mal", diz Raphael Vasquez, analista sênior da consultoria Gartner. "O tablet e o notebook são produtos complementares." De qualquer maneira, o tablet pode representar uma concorrência indireta aos notebooks pelo bolso do consumidor. "Os tablets são uma opção, mas o preço dos tablets no Brasil ainda é muito alto", diz Vasquez. "Alguma concorrência vai existir", diz Martim Juacida, analista da consultoria IDC. "Mas dizer que os tablets vão matar os notebooks é muita presunção."

As futuras gerações de notebooks, por sinal, devem se beneficiar da experiência de uso dos tablets. Os novos e futuros sistemas operacionais --como o Mac OS X Lion, lançado pela Apple na semana passada, e o substituto do Windows 7, ainda em desenvolvimento pela Microsoft-- adotam soluções criadas ou popularizadas pelo iPad e por seus concorrentes. Um exemplo é a forma de aquisição e instalação de aplicativos, que passa a ser feita de maneira simplificada em lojas virtuais mantidas pelas empresas.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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