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HACKERS DESFIGURAM SITES DA ELETROBRAS E DO TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO CEARÁ

01/08/2011

Página da CGTEE é desfigurada; no lugar do conteúdo normal, hackers publicaram manifesto
 
 

O LulzSecBrazil, que reivindica ser o braço brasileiro do grupo hacker internacional, organizou pelo Twitter ataques a sites do país nesta noite de sábado (30). O alvo principal foi o site do Superior Tribunal de Justiça, que não chegou a ter o acesso derrubado. Outros sites, como o do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará e Eletrobras CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica), além de centenas de páginas na web de pequenas e médias empresas e ONGs, foram desfigurados.

A ação já havia sido anunciada no blog mantido pelo grupo há cerca de quinze dias. Por meio do sistema de bate-papo IRC, integrantes do grupo indicaram a outros hackers os alvos da ?Operação Onslaught? ? o termo em inglês significa ?ataque violento?. Cerca de 200 usuários participavam do chat sobre a ação criminosa.

Para tentar tornar o site do Superior Tribunal de Justiça inacessível, os hackers utilizam ataques de negação de serviço ou DDoS, na sigla em inglês (veja abaixo como funciona). No entanto, o endereço utiliza o balanceamento de carga das requisições e não ´caiu´.

Apesar de se dizerem contra "todos os governos, bancos e grandes corporações do mundo", o grupo atacou centenas de sites de pequenas e médias empresas e organizações não-governamentais. Eles tiveram a página principal desfigurada, ataque chamado de ?defacement?. No lugar, os hackers publicaram a imagem de um manifesto.

Entenda como os sites saem do ar

Até cinco anos de prisão

De acordo com o Código Penal brasileiro, autores de ações que tornam sites indisponíveis ou divulgam informações deles podem ser enquadrados em dois tipos de crime.

O primeiro é de atentado contra a segurança de serviço público, no caso de sites governamentais. Neste caso, há o entendimento esse tipo de site é de utilidade pública e precisa estar disponível. A pena desta infração varia de um a cinco anos de prisão. O período de reclusão é definido em juízo conforme a gravidade do ato.

Na segunda situação, os hackers podem ser enquadrados pelo crime de dano, mais especificamente por inutilizar ou deteriorar a coisa alheia ? no caso, por terem deixado um site inoperante ou alterado. A pena prevista para essa infração é de seis meses a três anos.

Ataques

No final de junho, o grupo internacional LulzSec anunciou o encerramento de suas atividades, depois de 50 dias de ataques a empresas e governos. Na mesma época, no Brasil, os grupos que utilizam esse mesmo nome para organizar ataques virtuais não mencionaram o anúncio da ?matriz? e ainda passaram a brigar via Twitter pelo direito de ser o LulzSec brasileiro.

Nos ataques feitos no país, eles tornaram momentaneamente inacessíveis os sites da Presidência da República, do Portal Brasil, da Receita Federal, da Petrobras, do Ministério do Esporte, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Cultura.

No último dia 18 deste mês, os hackers internacionais voltaram atrás e atacaram o site do jornal britânico ?The Sun?. Eles divulgaram uma a falsa morte de Rupert Murdoch, dono do conglomerado de mídia News Corp., do qual o tabloide faz parte. Ao tentar acessar a publicação, os usuários foram direcionados automaticamente para o perfil do grupo no Twitter, o @LulzSec. O site foi tirado do ar -- possivelmente até que o problema fosse resolvido. 

Investigação

O FBI, polícia federal americana, prendeu na última semana 14 suspeitos de participarem de um ataque de negação de serviço contra o PayPal no fim de 2010. A tendência é que a polícia americana efetue ainda mais prisões. De acordo com a versão eletrônica revista americana "Wired", o FBI tem uma lista com os mil endereços IPs que mais prejudicaram o acesso ao serviço online de pagamento.

Também na semana passada, a polícia britânica anunciou a prisão do suposto porta-voz do grupo, conhecido como ?Topiary?. O LulzSec, no entanto, negou que o garoto de 19 anos, residente das Ilhas Shetland, no norte da Escócia, fosse representante do grupo.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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