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EMPRESAS SE RENDEM AO USO DE VÍDEO

19/07/2011

Quando os gerentes de TI pensam sobre o gerenciamento de conteúdo, tendem a associar a palavra a documentos, websites, intranets e portais colaborativos. Mas agora - graças à popularização do YouTube ? o vídeo está emergindo como um dos recursos de conteúdo que a empresa terá para administrar.

"Cada vez mais os profissionais que lidam com informação vão assistir a vídeos no local de trabalho para fins de treinamento, assistência técnica e comunicação em tempo real com colegas e clientes", de acordo com um relatório recente da Forrester Research.

O National Naval Medical Center, em Bethesda, nos Estados Unidos, está totalmente alinhado com a geração YouTube. Os jovens pacientes militares que recebem todos os dias podem acessar vídeos e informações hospitalares sob demanda em TVs instaladas nos quartos do hospital ou em todo o campus. Médicos e enfermeiros podem assistir a vídeos de treinamento durante seus turnos em qualquer um dos 8 mil desktops espalhados pelos edifícios da instituição.

Os funcionários, que têm uma média de 31 anos, podem postar vídeos de festas de aniversário dos colaboradores dos departamentos e piadas na intranet, informações que podem ser administradas apenas pelo time da TI.

O CIO da instituição, Tony Thornton, diz que essa movimentação apenas faz com que o National Naval Medical Center acompanhe os tempos de hoje. "O vídeo é usado em outros meios de comunicação social e, da mesma forma, é usado aqui. Estamos levando informação aos nossos usuários."

"O vídeo tem sido utilizado para formação desde a Segunda Guerra Mundial. Mas a facilidade do YouTube, sua compatibilidade com outras plataformas e relevância têm chamado a atenção das empresas", diz Whit Andrews, analista do instituto de pesquisas Gartner.

Mas os desafios de gestão de conteúdo associados aos vídeos estão longe de serem simples. À medida que as empresas passam a entrar no mundo dos vídeos, surgem problemas como armazenamento e gestão do conteúdo.

Uma grande quantidade de fornecedores oferece ferramentas de gerenciamento de conteúdo dos vídeos, mas a gestão de armazenamento, controle de acesso à rede e segurança são tarefas relativamente novas para os departamentos de TI.

Gestão de streaming de vídeo é muitas vezes oferecido em silos. Assim, cada unidade de negócios administra os vídeos que vê ou usa. Mas as organizações mais maduras estão atribuindo a gestão de todos os vídeos para o departamento de TI, afirma o analista da Forrester, Phil Karcher.

Preocupações surgem nesse cenário. Entre elas se a infraestrutura de rede pode lidar com o tráfego de vídeo. Há também a questão da segurança: sem ela, vídeos proprietários podem vazar em domínios públicos. "As pessoas ainda estão usando webcasting internamente para reuniões e para estabelecer comunicações internas, e ainda externamente para fins de marketing e webinars?, diz Karcher.

Mas, felizmente, as organizações passaram a olhar com cautela para esse quadro e deram um salto no gerenciamento de conteúdo de vídeo. 

A Manhattan School of Music (MSM), conservatório de música internacional em Nova York, usa os sistemas de videoconferência de alta definição da Polycom e software de código aberto para realizar sessões de treinamento para estudantes.

"Temos mil horas de vídeos educativos, e agora estamos levando todo o material para o nosso servidor", diz Christianne Orto, diretor associado e diretor de gravação e de aprendizagem a distância. "A ideia é criar uma biblioteca virtual para nossos alunos para que possam continuar a formação por meio de vídeo?, pontua.

A MSM espera acrescentar 400 horas de conteúdo de vídeo em arquivos pesquisáveis a cada ano. Por enquanto, a companhia irá adicionar servidores na infraestrutura, mas "estamos pensando em uma solução de computação em nuvem", diz Orto.

É sabido que arquivos de vídeo consomem muita largura de banda, mas existem muitas maneiras de resolver esse problema. Andrews recomenda um modelo de entrega peer-assisted que permite que uma máquina em um escritório remoto sirva como veículo de transmissão para todas as máquinas do escritório.

Outra forma é gravar parte da transmissão com antecedência, distribuí-la nos locais necessários e depois fazer uma sessão de perguntas e respostas ao vivo, incluindo apenas o áudio com imagens ou slides.

A MSM comprou largura de banda de rede de seu vizinho, a Columbia University. As conexões de fibra óptica vão ajudar a lidar com o uso crescente da rede à medida que a oferta de vídeo aumenta, diz Orto.

O Naval Medical Center, que administra uma grande infraestrutura de vídeo da VBrick Systems, tem um backbone de 10GB e capacidade de enviar até 1GB para o desktop. Em horário de pico, a rede chega a registrar 25Mbps de tráfego. Mesmo com o aumento do uso esperado nos próximos doze meses, Thornton estima que usará apenas 30% da largura de banda disponível.

A Manhattan School of Music mantém um rígido controle sobre o conteúdo de vídeo por causa de questões de direitos autorais de música e os requisitos de permissão do estudante. A escola possui um arquivo público em seu site, enquanto uma intranet privada permite que os estudantes entrem com uma senha para recuperar vídeos para fins de treinamento. Para facilitar a busca, a escola usa o Drupal, software open source de gerenciamento de conteúdo, que permite que arquivos de estudantes com palavras-chave sejam facilmente localizados.

Assim como outros conteúdos, o vídeo pode causar problemas se um material confidencial se tornar público. No Naval Medical Center, Thornton está ciente dos desafios e perigos potenciais da hospedagem de conteúdo de vídeo, mas vai manter restrições mínimas, ao menos por enquanto, diz.

Olhando para o futuro, analistas afirmam que a criação de um sistema de gerenciamento de conteúdo sem incluir a capacidade de vídeo seria um grande erro. "As empresas devem aceitar o fato de que o vídeo é um elemento-chave para passar mensagens internas e externas", diz Andrews, do Gartner. Adotar essa estratégia é vital, acrescenta. Segundo ele, um departamento de uma empresa pode, por exemplo, postar vídeos no YouTube, tornando-os acessíveis aos empregados ? e ao resto do mundo.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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