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VÍDEO E COMPUTAÇÃO EM NUVEM NÃO COMBINAM, ADVERTE CISCO

18/07/2011

A Cisco anunciou em sua conferência Cisco Live, realizada esta semana em Las Vegas (EUA), que as redes da próxima geração terão vídeo e nada mais. Mas se você pensa em descarregar vídeo a partir de um serviço de cloud, pense de novo, disse Guido Jouret, vice-presidente e chefe do setor de tecnologias emergentes da empresa.

?Em alguns casos, vídeo e cloud funcionam juntos, mas em outros são pólos opostos?, afirma Jouret. ?Mesmo se sua empresa não se preocupar em publicar vídeos internos importantes em serviços como Youtube, ainda sim isso será uma má ideia?, declarou o vice-presidente. E isso porque todas as pessoas que estarão assistindo aos vídeos serão seus empregados, mas toda vez que eles clicarem em ?play? terão de passar pelo gateway de internet da empresa e pelo magro link corporativo. ?Esse será um ponto de falha ou de estrangulamento. Assim, em termos de topologia [de rede], essa será uma escolha pobre para hospedagem de vídeos. Não é o mesmo que hospedar e-mails, pois eles são pequenos.?

Tal ponto de vista pressupõe que a empresa esteja organizada em um clássico cenário em que todos os funcionários estão protegidos pelo firewall. Quanto mais distribuída a sua rede e seus funcionários, menor a chance de um único gateway ser um ponto de estrangulamento para os vídeos.

De qualquer forma, é importante pensar em como a rede está preparada para a hospedagem de vídeo.

?A maior parte dos engenheiros tende a pensar no tamanho do vídeo - que uma videochamada requer 200 vezes mais capacidade de um chamada de voz?, afirmou Jouret. ?Mas vídeo é uma tecnologia experimental. Você não lê, você assiste. Vídeos são um teste ácido para a qualidade da infraestrutura das empresas?.

Assim como o VoIP forçou engenheiros a construir redes de baixa latência e baixo jitter, o vídeo vai pressionar ainda mais as redes. ?Se a transmissão de vídeo perder mais que alguns pacotes, os usuários saberão e a ligação vai cair?, disse Jouret.

Além disso, enquanto o vídeo trilha seu caminho para o mundo empresarial, os usos corporativos se expandem. Um sistema que pode ter começado como um sistema de vigilância pode ser examinado em tendências, como padrões de compra de tráfego. Ou pode ser equipado com software de reconhecimento facial para ajudar os funcionários de uma loja a reconhecer os clientes mais frequentes, afirmou o analista de armazenamento e cloud da consultoria IDC, Rick Villars.

Para aplicações como essa, contudo, é preciso um vasto histórico de vídeos armazenados, que são reproduzidos e analisados para que seja possível encontrar padrões.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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