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TENTATIVAS DE CENSURA NA CHINA SÃO CADA VEZ MAIS INEFICAZES

15/07/2011

Mesmo com a incrível expansão dos últimos anos, a internet chinesa ainda dispõe de muito espaço para crescer. E o crescimento faz o trabalho da censura oficial ser mais difícil --se não impossível.
 

Vários números mostram que ainda há muito público de fora das redes sociais. Exemplo: cerca de 50% dos internautas chineses usam sites de relacionamento, mas apenas 14% mantêm uma conta de microblog.

Com um mercado potencial ainda grande, as empresas chinesas têm feito IPOs (oferta pública inicial de ações) no exterior para captar recursos.

O caso mais recente é do Renren, clone do Facebook. Com uma média de 55 mil novos inscritos por dia, a empresa aumentou em 64% o faturamento no ano passado, chegando a US$ 76,5 milhões. Em maio, passou a vender ações no mercado americano.

O caminho inverso também está ocorrendo com mais frequência. Sem conseguirem um acesso direto ao mercado chinês, empresas estrangeiras estão buscando fazer parcerias como estratégia para entrar no mercado.

O Facebook negocia com o site de busca Baidu, o mais popular do país, para criar um site de relacionamento independente do Facebook mundial, bloqueado no país.

O mesmo Baidu anunciou na semana passada um acordo com a Microsoft para oferecer pesquisa em inglês.

Em fevereiro, o grupo norte-americano Groupon se uniu ao gigante chinês Tencent para criar o Gaopeng, de comércio eletrônico.

A procura de empresas estrangeiras por parceiras locais mostra que a internet chinesa também tem méritos, segundo o empresário espanhol Óscar Ramos, da empresa DaD Asia.

"As empresas chinesas não apenas copiam. A maioria da inovação que se faz é microinovação. Alguém recolhe uma ideia de algo que está sendo feito e tenta melhorá-la. Se comparamos as cópias das empresas chinesas, sempre há algo diferente", disse Ramos ao site Zai China.

CENSURA POROSA

Com a multiplicação de usuários em redes sociais, as tentativas de censura oficial são cada vez mais ineficazes e têm um quê de anacrônico.

Desde a semana passada, por exemplo, os rios desapareceram dos sites de busca. O motivo: o governo queria vetar rumores de que o ex-dirigente máximo Jiang Zemin esteja muito doente ou morto.

A confusão aconteceu porque a palavra "jiang", que em chinês significa rio, teve a procura bloqueada pela censura, assim como "morte".

Não demorou muito para surgirem formas de driblar o tema. A mais popular foi a imagem de uma roupa pendurada no varal com a calça bem acima da linha da cintura --a marca registrada de Jiang.

"A internet (...) contribuiu com um caudal de informação global e um espaço de autocomunicação próprio (...) que bate de frente com todas as muralhas com as quais se queira comprimi-la. O relevante na rede chinesa não é a censura, mas tudo o que acontece apesar dela", afirmou Manel Ollé, sinólogo espanhol, ao Zai China.

Editoria de Arte/Folhapress
 
 
 
 
Fonte: Folha

 
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