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CLOUD: A DIVERSIDADE DE NORMAS LEVARÁ AO SUCESSO OU À GUERRA?

12/07/2011

A ascensão da computação em nuvem levou a um forte impulso dos líderes de TI de muitas grandes empresas em direção às normas da cloud para segurança e portabilidade de dados. Mas esse empurrão inicial está a começar a parecer uma corrida de automóveis ? todos conduzem na mesma pista, mas sentados em carros diferentes. Todas procuram a mesma bandeira final: um conjunto de normas que facilitem a adoção das tecnologias de computação na nuvem.

A mensagem geral transmitida em todos esses esforços é clara: a comunidade empresarial quer normas para a cloud.

O que começa a ficar pouco claro é se os múltiplos esforços vão tornar as normas mais competitivas e acelerar o seu desenvolvimento ou vão resultar em abordagens conflitantes que as afundem.

Os vários grupos de normas partilham uma característica fundamental ? ?business buy-in?.

Por exemplo, os membros do Cloud Standards Customer Council incluem o Citigroup, Costco Wholesale e a Deere. A anterior Open Data Center Alliance, organização de normalização apoiada pela Intel, conta com empresas de topo como JPMorgan Chase, BMW e Deutsche Bank entre os seus membros. E a Cloud Security Alliance inclui a Coca-Cola e a eBay. O grupo mais recente de normalização, o Cloud Standards Customer Council, apoiado pela IBM, anunciou o seu comitê diretor este mês.

?Nossa intenção é ser extremamente colaborativos com todas demais organizações?, diz Marvin Wheeler, diretor de estratégia da Terremark e presidente e secretário da Open Data Center Alliance. Wheeler considera que o impulso para as normas pelos vários grupos não deve ser competitivo, deve ser complementar. Os múltiplos esforços podem, no final, ajudar todos os grupos a alcançarem as suas respectivas metas, acrescenta.

?O nosso objetivo seria trabalhar bem próximos de [outras] organizações como estas?, diz Wheeler.

A Open Data Center Alliance também conta com força bruta para mudar o mercado de cloud computing. A organização está desenvolvendo modelos de uso para os fornecedores de cloud e os seus membros deverão utilizar esses modelos na negociação com os fornecedores. A organização diz que o conjunto dos seus membros representa mais de 100 mil milhões de dólares em aquisições anuais de TI.

Entre os envolvidos no Cloud Standards Customer Council está a North Carolina State University (NCSU).

?Ficaria muito mais preocupado se só tivéssemos um grupo olhando para isto neste momento?, afirma Sam Averitt, ex-diretor do Center for Virtual Computing Lab da NCSU. Apesar de ter se aposentado este mês, e deixado a instituição, ele planeia permanecer ativo nos esforços de normalização da nuvem.

Averitt considera que o mercado de cloud é tão grande e diversificado que são precisas vozes diferentes.

?Veremos um processo de convergência ao longo do tempo e, se for bem feito, vai funcionar?, afirma Averitt, citando acordos anteriores sobre normas para as redes como modelo.

Mas ele é inflexível sobre a necessidade de normas, particularmente na área de segurança, para garantir que os dados podem ser transferidos de uma cloud para cloud sem comprometer a sua integridade.

O que é particularmente crítico são os recursos de auditoria, reconhece Averitt. Porque não se pode ter uma pessoa no processo, verificando a transferência dos dados. É preciso haver políticas de implementação automáticas com registos de auditoria que permitam a análise forense a fim de determinar para onde foram as informações e quem teve acesso às mesmas.

No trabalho do governo, em particular, as agências têm de ser convencidas ?de que o que o que fazem é de uma segurança suficiente para o seu conjunto de requisitos?, diz Averitt, ?mas esses ?benchmarks? realmente ainda não existem?.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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