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DE CIO NO BRASIL A LÍDER GLOBAL DE BUSINESS INTELLIGENCE DA COCA-COLA

07/07/2011

Você já deve estar cansado de ouvir falar que o Brasil está no foco das atenções como um País de alto potencial para negócios, sobretudo em razão dos megaeventos esportivos que irá sediar (Copa do Mundo e Olimpíadas). Mas o fato é que eventos dessa magnitude têm contribuído para colocar profissionais brasileiros na vitrine mundial. Especialmente aqueles que trabalham em multinacionais.

Muitas empresas multinacionais têm optado por criar diretorias mundiais, para tirar proveito da globalização das operações. ?E os CIOs estão ganhando mais e mais responsabilidade sob esses mercados, desde que a TI é uma das funções mais importantes para integrar a corporação?, considera o sócio e vice-presidente da consultoria A.T. Kearney, Bob Haas.

O mais recente membro desse time é Jorge Osman. Somando 17 anos na área de Tecnologia da Informação da Coca-Cola Brasil, o executivo acaba de assumir [maio de 2011] o cargo de Líder Global para iniciativas de Business Intelligence da companhia.

Após sete anos exercendo as funções de CIO da unidade brasileira, o carioca abraçou o desafio de contribuir efetivamente para as ações de marketing e tomadas de decisão de uma empresa que possui cerca de 140 mil funcionários em todo o mundo, presente em mais de 200 países com seus produtos e mais de 300 parceiros (engarrafadoras) ao redor do planeta.

Sem revelar números, o executivo destaca ainda o bom desempenho da Coca-Cola Brasil, com sede no Rio de Janeiro, que, mesmo em cenários econômicos abalados pela crise, apresentou resultados fora da curva, surpreendendo e marcando ponto com a corporation.

Mas por que um cargo em Business Intelligence (BI)? Seria Osman o melhor especialista da companhia na tecnologia? Não. Segundo ele, não possui conhecimentos profundos no recurso, mas sim no que é mais estratégico para a Coca-Cola: é expert no entendimento do negócio do cliente e sempre empunhou a bandeira de TI alinhada aos objetivos de negócios. ?Meu diferencial nunca foi me especializar em tecnologias e sim em processos de negócios. Enxergar a tecnologia como forma de habilitar processos é estratégico?, diz o executivo que ingressou na companhia como analista de sistemas.

Esse modelo de trabalho o ajudou a superar variados desafios ao longo da sua trajetória. Até porque, ele está inserido em um desenho de atuação diferente do tradicional, em que os CIOs comandam uma equipe interna, conhecida, integrada e ao alcance das mãos.

Na Coca-Cola, a estrutura de TI é matricial. Não existe uma equipe local. Quando Osman necessita colocar em prática um projeto, tem de alocar recursos ? humanos e tecnológicos ? em uma das três áreas que prestam serviços para toda a América Latina. ?Nesse momento, é estabelecida uma relação do tipo cliente-fornecedor, embora toda essa estrutura seja interna. Tenho de negociar com cada uma delas os recursos?, diz Osman. ?É muito mais complexo, mas aprendi ao longo desses anos a lidar muito bem com esse conceito e acredito que foi importante para a indicação do novo cargo.?

A área de BI é inteiramente nova e será moldada por Osman, que se sente preparado para o desafio e ainda para ajustá-la à medida que for atuando. ?Ficarei baseado no Brasil e viajarei pelo mundo. Com as tecnologias de videoconferência e telepresença irei minimizar as viagens e reduzir custos com estada e passagens aéreas?, diz.

O perfil inovador e ousado da Coca- Cola, segundo Osman, contribui para uma TI mais moderna, que segue o regime de padrão global, adotando conceitos emergentes, como cloud computing e mobilidade, e aposta em BI, de maneira abrangente. ?A ideia é trabalhar com um conceito amplo de BI. Usaremos não somente informações preditivas, mas também as do passado, porque existem unidades, como a China [recente no negócio], que ainda precisam de informações históricas para traçar suas estratégias.?

Um dos objetivos da nova área, segundo Osman, é gerar capacidades para as unidades de negócios em relação às soluções de BI. Todos os CIOs da companhia no mundo irão desfrutar da ação do executivo. Por meio dos recursos da tecnologia, que irão favorecer a atuação do marketing e o posicionamento rápido e inovador, a companhia pretende fortalecer a fidelização dos clientes, conquistar novos e expandir negócios.

?O importante é me colocar no papel das áreas de negócios e traduzir todas as necessidades para oportunidades de TI?, destaca Osman que revela ser um momento importante em sua carreira porque terá a chance de interagir com profissionais de todo o mundo, com culturas e desafios diferentes. ?BI é crítico para qualquer empresa, em qualquer parte do planeta.?

A habilidade para entender clientes surgiu quando Osman retornou do México, em 2003, e assumiu a gerência de TI da companhia. ?Não mais fiquei apenas focado em projetos. Tive a oportunidade de olhar com mais dedicação todos os processos que demandavam algum tipo de suporte de serviços de TI. Meu foco começou a mudar. Passei a ter uma visão de cliente?, diz. O executivo conta que essa mudança de visão aconteceu em plena era dos sistemas de gestão empresarial (ERPs), quando o mercado estava focado na automação de processos. ?Comecei a me preocupar com as necessidades do cliente que estava atrás daqueles processos. Mudamos por aqui o discurso com as áreas de negócios, pois o cliente precisava de informações para viabilizar processos e tomar rápidas decisões?, lembra.

Esse foi outro grande desafio superado pela Coca-Cola: ?colocar TI como sapato do cliente?. A nova postura desencadeou uma série de questionamentos, segundo Osman. Entre eles: como os processos estão sendo usados? Que tipo de retorno poderão trazer para a companhia? ?Inevitavelmente, tínhamos de olhar TI pelo lado do cliente, pela ótica de quem consome a TI.?

Atender aos padrões globais da Coca-Cola, com soluções padronizadas, tem sido desafiador e será também no novo cargo, segundo Osman. ?O pulo do gato é saber o tempero certo, o balanceamento correto. Definir o que pode ser global e o que deve ser local?, diz, acrescentando que o segredo do sucesso é selecionar soluções e processos que podem ser comuns e os que precisam ser adaptados às necessidades particulares de cada país.

Foi um importante passo na direção do alinhamento entre TI e objetivos de negócios, prossegue o executivo. No ano passado, segundo ele, a Coca-Cola colocou em prática o projeto TI de Valor, para ajudar a identificar o que realmente tem valor nas solicitações de TI. ?Para estarmos em linha com a alta demanda de negócios, considerando que os recursos são finitos, especialmente em TI, tivemos de aprender a fechar a equação: TI+velocidade+ custos baixos.?

Os profissionais de TI da América Latina, segundo Osman, foram treinados para fazer com que a TI traga mais valor à companhia. ?Tivemos algum sucesso e aprendemos que essa capacidade de identificar os valores não acontece de uma hora para outra. É um exercício constante e temos de continuar evoluindo?, afirma. ?É bom não somente para nós de TI, mas também para as áreas de negócios.?

A criação da área global de Business Intelligence, que está sob o comando de Osman, é, segundo ele, uma prova de que a Coca-Cola está empenhada em aprimorar a inovação e descobrir caminhos inusitados para se colocar à frente das expectativas do cliente. ?Tudo isso por meio de um maior entendimento sobre o consumidor. Em todos os canais, incluindo as redes sociais, o que considero, mais uma vez, uma proposta inovadora?, conclui o expert na arte de se colocar na posição do cliente.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
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