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PROVEDORES TERÃO BANDA LARGA A R$ 35 PARA COMPETIR COM TELES

05/07/2011

Provedores de internet estão preparando uma oferta de banda larga popular para competir com as teles. Para conquistar o consumidor, eles pretendem entregar o acesso e mais um telefone IP (VoIP) por 35 reais. O plano deles é lançar essa oferta antes das operadoras, informa o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Wardner Maia.

A ideia de lançar um plano alternativo no mercado é uma reação ao acordo assinado entre cinco operadoras de de telefonia fixa na semana passada e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo para popularizar os serviços de banda larga. Telefônica, Oi, Embratel, Sercomtel e CTBC se comprometeram a ofertar 1 Mbps com limite de download por 35 reais.

?Temos nossa caixinha de ferramentas para brigar com as teles?, diz o presidente da Abrint, que conta com cerca de 420 pequenos provedores de internet distribuídos por cerca de mil cidades.

Como o telefone VoIP que os provedores pretendem agregar ao seu plano é privado e funciona apenas na rede dos associados da entidade, Maia informa que a associação vai cobrar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que implemente o plano de numeração da telefonia IP para os prestadores de Serviços de Comunicação Multimídia (SCM).

Maia lembra que essa regulamentação existe desde 2001, mas que precisa ser implantada pelo órgão regulador. Com a implementação, os provedores teriam direito a um número público e os clientes de VoIP vão poder divulgar sua linha para assinantes da rede tradicional.

A proposta da Abrint é ter uma oferta de banda larga popular igual a das teles, com acesso de 1 Mbps com franquia para acesso limitado para download e outro plano intermediário, sem cotas. Maia explica que atualmente há dois perfis de usuários, os que querem acesso rápido e os que querem baixar música e outros arquivos. Segundo ele, esses assinantes deixam o computador ligado durante a noite inteira, baixando arquivos e precisam de mais banda.

Hoje, os associados da Abrint, já oferecem banda larga popular de 512 Kbps a 40 reais sem limite de velocidade. Com o plano do governo, ele diz que vai ser possível oferecer o serviço por meio de franquia, estabelecendo taxas de acesso.

Venda no atacado

O presidente da Abrint também considerou alta a média de preço estabelecida pelas teles para venda de links no atacado aos provedores de internet foi considerada fora da realidade. No acordo fechado com o governo, as operadoras assumiram o compromisso de oferecer capacidade a essas empresas de 1,1 mil reais a 1,2 mi por 1 Mbps.

Maia diz não entender esses preços, já que eles compram atualmente 1 Mbps, pagando valores bem mais abaixo que essa média. Na cidade de São Paulo, por exemplo, ele informa que o custo desse serviço chega a custar até 100 reais no estado em torno de 400 reais.

O presidente da Abrint acha que as teles fizeram o cálculo pela média nacional, pegando regiões carentes de infraestrutura, como é o caso do Amazonas, onde um link de 1 Mbps pode custar até 5 mil reais.

Com essa diferenciação de preços, o executivo diz que os provedores vão continuar com as negociações que vinham fazendo antes e esperam também fechar acordos com a Telebrás para comprar capacidade na área de cobertura da rede nacional do governo. Segundo estimativas da autarquia, um link de 1 Mbps será vendido abaixo de 230 reais, dependendo do volume contratado.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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