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FORÇA DO BLACKBERRY NO MERCADO CORPORATIVO É AMEAÇADA

04/07/2011

Os aparelhos BlackBerry, que já foram onipresentes no mundo corporativo, enfrentam profundos desafios nesse mercado, à medida que mais companhias permitem que seus funcionários escolham seus próprios smartphones e utilizem aplicativos de segurança de outros desenvolvedores.

Um dos principais argumentos de venda do BlackBerry tem sido os avançados recursos de segurança e gerenciamento pessoal, que têm grande apelo a gerentes de tecnologia da informação ávidos por controlar o que os funcionários fazem com dados corporativos e proteger seus sistemas de ciberataques.

Mas com empresas como Good Technology e MobileIron oferecendo aplicativos que podem desvencilhar gerentes de tecnologia da informação de seus BlackBerrys, analistas dizem que pressões do mercado consumidor podem se intrometer neste que é o principal mercado da fabricante do aparelho, a Research in Motion (RIM).

Somente duas de um total de nove grandes companhias norte-americanas contatadas pela Reuters disseram que utilizam exclusivamente o BlackBerry: Boeing e Exxon Mobil.

As outras sete --Alcoa, Caterpillar, DuPont, Kraft Foods, PepsiCo, Microsoft e Verizon Communications-- possuem pelo menos mais um modelo, como o iPhone, da Apple, e aparelhos que utilizam os sistemas Android, do Google, ou Windows, da Microsoft.

A participação da RIM no mercado de smartphones nos EUA ficou em 25 por cento em abril, bem menos do que os 35 por cento de outubro do ano passado, empurrando o BlackBerry da primeira para a terceira colocação, informou a empresa de pesquisas comScore.

A maioria dos problemas da RIM, dizem analistas, pode ser resultado do atraso em apresentar novos aparelhos para competir com o iPhone ou os que usam o Android --vendidos por Samsung, HTC e Motorola.

A DuPont, com 67 mil funcionários, passou a oferecer a alguns empregados a opção de usar o iPhone no final do ano passado. Em alguns meses, o iPhone já representa cerca de um em cada quatro smartphones na companhia, disse o gerente de telecomunicações da empresa, Eric Smith.

"A tecnologia que as pessoas têm disponível em sua vida pessoal elas querem usar no trabalho. As pessoas tinham seus próprios iPhones e iPads, e elas disseram: ´Ei, por que não podemos usar esses aparelhos para o trabalho?", disse Smith.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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