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GOVERNO BRASILEIRO QUER AUMENTAR A PRESENÇA DA FOXCONN NO PAÍS

28/06/2011

Apesar de a Foxconn não ter conseguido ainda iniciar a fabricação de tablets no País, o governo brasileiro já negocia um segundo acordo com a fabricante chinesa para ampliação de sua produção local. Na próxima semana, um grupo de ministros da presidente Dilma Rousseff retorna à China para uma nova rodada de negociações com a empresa responsável pela montagem dos produtos da Apple no Brasil.

?Uma equipe técnica voltará à China para dar continuidade às negociações com a Foxconn, que numa primeira fase priorizou a operação de iPad e iPhone na unidade de Jundiaí?,  informou o ministro de Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, que participou nesta segunda-feira de um encontro em São Paulo, com cerca de 300 empresários ligados ao Grupo de Líderes Empresariais (Lide), para debater o tema ?O avanço da tecnologia a serviço de um Brasil globalizado?.

Durante o encontro, o ministro garantiu que a Foxconn começa sua operação em Jundiaí (SP), em setembro. Ele explicou que o inicio da fabricação dos produtos da Apple no Brasil foi adiada por dois motivos. Um deles, porque a empresa teve dificuldade para encontrar mão de obra especializada. ?A empresa precisava contratar no Brasil 200 engenheiros que precisam ser treinados na China. ?Eles conseguiram só 170?, explicou Mercadante. O outro problema, foi o atraso nas obras da alça de acesso à unidade fabril.

Com esse problema quase equacionado, o governo brasileiro quer que a Foxconn aumente sua presença no País. Um grupo de ministros da presidente Dilma Rousseff, viajará para a China na próxima semana. Além de Mercadante, integra à missão os ministros da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Eles vão negociar com a fabricante a produção de telas para iPhone, tablets e também para PCs.

O plano do governo brasileiro é fechar um primeiro acordo com a Foxconn para fabricar telas de 6,5 polegadas e depois estender a produção para os displays de 8 polegadas. Mercadante ressaltou que o Brasil é atualmente o terceiro maior mercado mundial de microcomputadores e que a produção local dessa matéria prima é importante para a economia local.

Fábrica de compontes

O governo brasileiro espera também fechar um acordo na China com uma fabricante de semicondutores. Com o pacote de incentivos que o Brasil concedeu para a fabricação local de tablets, que já atraiu oito indústrias, e mais a produção de celulares e de TV, Mercadante acredita que o País terá escala para atrair uma indústria de chips.

Atualmente, apenas 20 países têm indústrias de componentes e o ministro acha que o Brasil pode ser o próximo a ter esse tipo de empreendimento.
O Brasil até tem uma fábrica de chips, que será inaugurada em outubro uma fábrica em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, localizada no Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Porém, o local vai produzir apenas componentes dedicados, voltados para aplicações menos sofisticadas como o monitoramento de gado e smart card.

Até atrair uma fábrica de componente, o País continuará importante semicondutores para equipar computadores, dispositivos móveis e outros equipamentos, aumentando o déficit da balança comercial de chips.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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