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FALANGES: O QUE ELAS TÊM A VER COM MÍDIAS SOCIAIS?

27/06/2011

Há mais de 2 mil anos, época em que a civilização grega saía de suas trevas e antes ainda dos grandes filósofos aparecerem para mudar o mundo, as cidades-estados da região viviam em constante conflito.

Geralmente por conta de terras cultiváveis ? um bem preciosíssimo no acidentado terreno em torno do Mar Egeu ? essas tão frequentes guerras acabaram ensinando táticas que tornaram os principais exércitos da região imbatíveis por muito tempo.

Os generais gregos foram responsáveis por duas inovações brilhantes para a época: os hoplitas e as formações de falange.

Os hoplitas eram soldados cobertos com uma armadura de madeira e bronze, escudos gigantes e lanças potentes. Como ponto forte, a armadura os deixava praticamente impenetráveis pela frente. Por outro lado, os quase 30 quilos de peso os deixavam lentos e, acima de tudo, vulneráveis pelas costas.

Foi quando a falange entrou em cena: uma formação retangular envolvendo centenas de soldados que atacavam e se protegiam simultaneamente e por todos os lados.

O raciocínio era simples: por mais equipado que estivesse, um soldado era apenas um soldado, com pontos fracos facilmente detectáveis e vulnerável a um inimigo minimamente esperto. Uma formação de soldados superequipados atuando de forma síncrona e coordenada, no entanto, acabava sendo uma verdadeira máquina de guerra.

E, em grande parte, foi justamente essa máquina de guerra que permitiu que os gregos vencessem batalha após batalha, das mais simples às mais emblemáticas, plantando as raízes da civilização moderna.

O que isso tem a ver com mídias sociais?

Forçadas a trabalhar com verbas menores e mais disputadas, empresas de todos os portes têm feito escolhas um tanto infelizes no seu ?mix social?, por assim dizer. O raciocínio é simples (ou simplório): se não há como se trabalhar todas as redes sociais, que se foque tudo em uma (normalmente o Facebook ou Twitter), criando uma ferramenta poderosa e ignorando os outros meios.

O paralelo com uma das mais antigas táticas de guerra da humanidade é óbvio: seria como se os gregos abrissem mão de uma formação de falange (metaforicamente, o uso articulado e coordenado de diversas redes sociais) para apostar em apenas um soldado.

E um soldado tem pontos fracos demais para servir de arma séria para qualquer empreitada.

Imagine, por exemplo, que uma empresa decidisse apostar todas as suas fichas no Twitter. O que ela faria em algum caso de crise, em que precisasse se explicar para os seus clientes em mais do que 140 caracteres? Tuitar uma chamada com um link para uma página Web poderia ajudar ? mas de forma menos efetiva, por exemplo, do que subir um vídeo diretamente na interface da rede, como ela poderia fazer no Facebook.

No entanto, se ela estivesse focada apenas no Twitter, o uso repentino do Facebook acabaria se mostrando pouco efetivo (principalmente por conta da pequena base de seguidores que ela teria por nunca ter trabalhado a rede de forma séria).

Nenhuma rede social consegue suprir bem, individualmente, todas as possibilidades e necessidades de socialização que existem.

Na prática, redes sociais funcionam como interfaces para que usuários ou empresas comuniquem algo a outros usuários ou empresas. O teor da comunicação ? esse ?algo? ? é que pode ser bem variado e requerer o uso de vídeos, fotos, mensagens curtas, explicações longas, convites etc.

E alguém duvida que o Youtube seja um canal muito melhor para se disseminar vídeos do que o Twitter? Ou que as redes mais práticas para se trabalhar fotos sejam FlickR ou Picasa? Ou que a rede ideal para se inserir aplicações mais dinâmicas e interativas seja o Facebook?

Só que cada uma dessas redes tem também os seus pontos fracos e utilizar apenas uma delas certamente será pouco efetivo. Por exemplo: se você apenas subir algum vídeo no Youtube e esperar que todos os seus usuários-alvo vejam, prepare-se para uma grande possibilidade de fracasso. No entanto, se, além disso, você tuitar esse vídeo, publicá-lo simultaneamente no Facebook e embedá-lo em um blog ou site oficial, certamente terá resultados muito melhores.

Por motivos óbvios: você não estará se concentrando em apenas um soldado, mas sim na formação de uma espécie de falange social. Terá uma rede ?ajudando? a outra, somando as suas potencialidades para chegar no público de maneira muito mais efetiva e ágil.

Em resumo: ser muito forte em apenas uma rede é usar uma tática de guerra que se provou falha há mais de 2 mil anos.

Usar a falta de tempo ou de verba para justificar o erro ? algo feito por muitas empresas ? pode funcionar apenas enquanto alguma grande crise não ocorrer. No longo (ou médio) prazo, no entanto, não há justificativas que consigam resgatar oportunidades não aproveitadas ou patrimônios de marca que acabarem caindo nas mãos de concorrentes melhor preparados.

O planejamento de uma falange social para marcas, utilizando um leque de mídias sociais de maneira articulada, coordenada e clara, é vital para que se consiga aproveitar ao máximo as tantas oportunidades abertas pelo mundo 2.0. E, para dizer o mínimo, é também colocar em prática táticas que já passaram milênios provando que são eficazes.
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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