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AUMENTEM EXPONENCIALMENTE A LARGURA DE BANDA, DIZ PAI DA INTERNET A OPERADORAS

24/06/2011

É sabido que os provedores de Internet temem serviços de streaming de mídia como Netflix, Hulu e outros, pela capacidade que eles têm de saturar os circuitos de comunicação. Mas Vint Cert, tido como ?pai? da Internet, tem uma resposta simples para este problema: aumentem a largura de banda em ritmo exponencial.

Com largura de banda suficiente, os serviços de streaming de vídeo de conteúdo pré-gravado não seriam necessários, explicou Cerf, que hoje é evangelista de tecnologia da Google. Com largura suficiente, o arquivo inteiro de um filme ou programa de TV poderia ser baixado em uma fração de tempo do que levaria para assisti-lo por streaming.

Em palestra na conferência Nextwork, da Juniper Network, na quarta-feira (22/6) em Nova York (EUA), Cerf comentou sobre a decisão da Google de equipar a cidade de Kansas com conexões de fibra óptica que, segundo a empresa, serão cem vezes mais rápidas que os serviços de banda larga atualmente disponíveis.

O propósito do projeto foi ?demonstrar o que acontece quando você tem velocidades disponiveis na casa dos gigabits?, disse Cerf. ?Isso abre possibilidades para aplicações bastante dramáticas.?

Entrevistado pelo veterano repórter de tecnologia Steven Levy, Cerf explicou o que poderia ser feito com toda essa largura de banda. Uma aplicação óbvia será o acesso mais amplo a vídeo de alta definição, explicou.

?Quando você assiste a um vídeo hoje, percebe que o streaming é uma prática bastante comum. A velocidades de gigabits, um arquivo de vídeo [pode ser transferido] mais rapidamente do que poderá assisti-lo?, disse. ?Assim, em vez de [receber] bits de forma síncrona, você poderia baixar o vídeo em 15 segundos e assisti-lo como quiser.?

?Realmente, operar a altas taxas de velocidade acaba por reduzir o estresse da rede?, afirmou.

Além deste uso, Cerf não citou outro uso possível para a banda larga doméstica de gigabit. Mas enfatizou que as pessoas ?encontrarão novas formas de usar a capacidade como nunca havíamos pensado?.

É provável que a demonstração da Google seja acompanhada bem de perto pelos provedores de Internet. Em outubro, a provedora de serviços de rede Sandvine informou que, nos Estados Unidos, o conteúdo streaming do Netflix respondeu por 20% de todo o tráfego de downstream durante as primeiras horas da noite. Como resultado, cresceu a apreensão entre os provedores de serviço de Internet sobre a possibilidade de serviços de streaming como os da Netflix consumirem toda a largura de banda disponível.

Cerf, que ajudou a projetar os protocolos TCP/IP que são a base da Internet, também mencionou várias outras questões, tais como a posição da Google sobre a neutralidade de rede e seu trabalho na construção de uma Internet planetária.

No ano passado, a Google e a Verizon apresentaram uma proposta para estabelecer regras nos Estados Unidos por uma Internet aberta. O discurso de acesso aberto, contudo, foi amplamente criticado por deixar de fora o acesso móvel.

Cerf explicou que a razão pela qual as duas companhias não definiram regras para acesso móvel foi que elas não concordaram sobre quais regras deveriam prevalecer nesse caso.

?O fato é que nós não chegamos a um acordo sobre o que fazer com o wireless e, já que não havíamos chegado a um consenso, não dissemos nada?, afirmou. Ele sublinhou que o tema do acesso sem fio à Internet é bastante polêmico, ?assim precisamos refletir mais sobre seu gerenciamento?.

?Eu espero que o acesso à banda larga ? em todas as suas formas, com ou sem fio ? seja acessível de forma igualitária a todas as pessoas?, disse. ?Nós simplesmente não queremos que o acesso a canais de banda larga seja utilizado de forma anticompetitiva.?

Cerf também ofereceu uma visão atualizada da Internet Interplanetária, em que um grupo de trabalho da Internet Engineering Task Force (IETF) busca criar protocolos para levar a Internet às naves espaciais.

?Nós implementamos os protocolos. Eles estão a bordo da Estação Espacial?, disse Cerf. A equipe de desenvolvimento, gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, trabalha com o Comitê Consultivo para Sistemas de Dados Espaciais (CCSDS, na sigla em inglês) para que eles sejam adotados de forma ampla por agências espaciais.

?Esperamos agora que os protocolos sejam adotados por todas as nações que tenham programas espaciais, para que todas as naves possam se comunicar de forma padrão?, disse.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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