Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

IPV6: ROTEIRO PARA A TRANSIÇÃO

13/06/2011

Se toda a excitação em torno do IPv6 finalmente convenceu você a olhar com atenção sobre os aspectos que envolvem o processo de transição, então é hora de iniciar a mudança. A transição para o IPv6 é mais do que apenas uma passagem tecnológica. É também uma mudança cultural.

Ao realizar uma busca no Google para localizar orientações sobre a transição para o IPv6, você vai se deparar com uma série de siglas com informações técnicas, como ISATAP, NAT64, CGN, dual-stack, DS Lite, ALG, o NAT-PT, SLAAC e IPv4. Todas são importantes, mas quando se está começando a planejar a transição, uma perspectiva mais universal se faz necessária.

Independentemente do tipo e tamanho da empresa, o quadro que será apresentado aqui irá ajudá-lo a se deslocar para o século 21 da Web.

Antes, é preciso relembrar três princípios básicos que, pressuponho, você, leitor, já saiba. Primeiro, você está convencido (ou pelo menos o seu chefe está) de que a organização precisa migrar para o IPv6. Não é minha intenção fazê-lo mudar para o novo protocolo.

Segundo, o objetivo da organização é contar com uma infraestrutura de computação pronta para IPv6. Em outras palavras, embora confie que as técnicas de transição temporárias serão eficientes no curto prazo, a companhia não quer depender delas para sempre. Afinal de contas, todo mundo terá de migrar para o IPv6. Agora, se isso não acontecer por mais uma década ou duas, ainda assim você precisa de um plano abrangente, que cubra toda a organização.

Por fim, você não pode simplesmente virar uma chave mágica para o IPv6. Então, será preciso tomar providências para operar IPv4 e IPv6 de forma simultânea.

A estratégia
Todo bom treinador sabe que não é possível vencer sem uma estratégia. E fazer a transição para IPv6 requer uma bem definida, dividia em duas partes.

A primeira parte da estratégia está separada em duas fases:

Fase 1. Tudo o que está exposto na internet deve ser transferido para o novo padrão. Essa movimentação é especialmente importante para companhias que usam a Web como forma de fazer negócios. Conforme o tempo passa, mais clientes vão migrar para IPv6, na medida em que o IPv4 se esgota.

Embora qualquer Internet Service Provider (ISP) vá fornecer algum tipo de mecanismo de transição para garantir que os clientes de IPv6 terão capacidade de acessar o conteúdo IPv4, você não pode contar com isso. Se o mecanismo de transição de um ISP não funcionar bem com o seu conteúdo, quem o cliente de IPv6 vai culpar? Você, claro. Se o seu site não carregar corretamente no navegador do usuário, as chances de ele ficar irritado são grandes e é provável que ele opte pela concorrência.

Além disso, se o seu conteúdo em IPv6 não for tão simples de rodar quanto antes, você provavelmente terá de fazer uma mudança na infraestrutura para possibilitar o envio e o recebimento de pacotes de IPv6 no servidor.

Fase 2. Com o conteúdo já disponível em IPv6 para os usuários, é hora de direcionar as atenções para os sistemas internos. Vou falar mais sobre isso depois.

Essa abordagem em duas fases permite a realização da transição de forma mais organizada. Ao focar, em primeiro lugar, no conteúdo que o cliente vai visualizar, é possível garantir que a organização não perderá visibilidade. As etapas restantes deste artigo devem ser executadas duas vezes, uma para cada fase.

Áreas de transição
A segunda parte da estratégia é protagonista da mudança: as áreas de transição (TAs, sigla do inglês). Esse é o lugar em que todas as atividades associadas à transição formam a base da alteração do protocolo.

O conceito básico por trás das TAs é a divisão da empresa em diversas categorias funcionais. O número exato de áreas pode variar de uma organização para outra. Alguns TAs são 100% técnicos, enquanto outros são mais orientados a pessoas e processos.

Aqui estão alguns dos TAs que serão aplicados na maioria das empresas: infraestrutura de comunicação, servidores e sistemas operacionais, espaço para endereço IPv6, ferramentas, segurança, armazenamento e pessoas e processos. Dependendo das necessidades da companhia, a lista pode ser maior.

Cada TA é atribuído a um líder e a um grupo de pessoas que se reportam a ele. Essa ação traz os seguintes benefícios:

  • Atividades são divididas em gerenciáveis ou não. Isso é vital porque a transição para IPv6 esbarra em muitos aspectos da organização.
  • O trabalho está espalhado. A transição do IPv6 é demais para uma única pessoa. A ideia de contar com muitas pessoas é para que elas possam se dividir.
  • Não haverá um ponto único de falha.
  • Todo mundo se envolve. O IPv6 é mais do que apenas uma transição de tecnologia. Por todos se envolverem, há um sentimento de propriedade coletiva. Assim, todos aprendem sobre o IPv6.
  • O conhecimento coletivo é efetivamente utilizado.
  • Nada se perde.

Vale a dica ainda de que, quando o gestor atribuir as atividades, é ideal se certificar de que os profissionais queiram se envolver com o IPv6. O gestor do projeto se apoiará muito neles durante o processo de transição, por isso a necessidade de escolher o time a dedo.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar