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CIOS BRASILEIROS ESTÃO ATRASADOS NA ADOÇÃO DE CLOUD

08/06/2011

O Brasil está atrás de outros mercados na adesão de cloud computing. A revelação vem de um estudo que está sendo tabulado pelo Gartner com CIOs do País para avaliar o interesse deles pelo novo modelo de contratação de tecnologia. As informações preliminares do levantamento foram apresentadas durante a VIII Conferência de Outsourcing, promovida pela consultoria de pesquisas e que se estende até amanhã, 8/6, em São Paulo.

?Os CIOS brasileiros estão atrás dos outros no resto do mundo na adoção de cloud computing?, avalia o vice-presidente do Gartner, Cassio Dreyfuss, ao comparar os dados preliminares do estudo de 2010 com o levantamento realizado anteriormente. Em 2009, segundo ele, os gestores de TI do País apareceriam em primeiro lugar entre os interessados no processamento pela nuvem. Agora, eles são os últimos da fila, de acordo com o analista.

A consultoria abriu apenas parte dos números do estudo. A analista do Gartner Allie Young informa que 80% dos CIOs brasileiros não têm planos para cloud computing para os próximos três anos. Entre os entrevistados, apenas 10% disseram que possuem contratos ativos baseados nesse modelo.

Aos serem questionados sobre aos projetos que estão dando mais prioridade, a computação na nuvem aparece em quatro lugar, atrás das iniciativas para mobilidade, virtualização e Business Intelligence (BI).

Motivos para falta de interesse
Na visão de Dreyfus, a falta de interesse dos gestores de TI do Brasil por cloud computing pode ser atribuída a alguns fatores. Entre os quais, ele menciona o fato de os provedores multinacionais ainda não terem trazido para o País os serviços que oferecem no mercado externo. Outro motivo é o receio deles com os riscos da gestão e os aspectos de segurança.

Esse distanciamento dos CIOs para o movimento de cloud computing pode colocar a carreira desses profissionais em risco, adverte Dreyfus. ?Se eles não liderarem os projetos em direção à nuvem, as áreas de negócios vão fazer isso e passar por cima deles?, alerta o consultor.

Dreyfuss também chama a atenção dos CIOS brasileiros para uma nova mudança de perfil profissional no momento em que o mundo está caminhando para modelo de serviços. Ele observa que o gestor brasileiro de TI era muito valorizado no passado pelo conhecimento que tinha em hardware e software. ?O CIO no Brasil era um maquinário?, diz o vice-presidente do Gartner.

Hoje, esses executivos terão é de entender de serviços e menos de TI, pois estão sendo pressionados a dar respostas rápidas aos negócios. Ser um especialista nessa área exigirá mudanças de atitude e também muita proximidade com as unidades de negócios. Incorporar o novo papel pode gerar incertezas, mas Dreyfuss afirma que os riscos também trazem recompensas.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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