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ICLOUD PODERÁ ESTAR DISPONÍVEL NO BRASIL A PARTIR DE SETEMBRO

07/06/2011

A Keynote de Steve Jobs, durante a WWDC 2011, trouxe a nova versão do iOS, o sistema operacional Mac OS X Lion e uma grande novidade, o iCloud, um conjunto de serviços oferecidos pela Apple que foca na computação em nuvem.  

Os conteúdos do usuário (fotos, vídeos, músicas, documentos) são armazenados nos servidores da Apple, permitindo que sejam acessados de todos os aparelhos pessoais, a partir de um processo de sincronização automática. Por aqui, esse serviço deve estar disponível a partir da metade do segundo semestre (entre setembro e dezembro, embora não haja uma data definida), e cobre recursos como a sincronização e fotos e documentos. De acordo com a assessoria da Apple Brasil, ainda não há como saber se os serviços que ainda não existem no país (como compras de músicas, livros, entre outros) estarão acessíveis. 

 "Tudo funciona automaticamente"

Steve Jobs explicou durante a apresentação que Contatos, Calendários e Mail, que eram antes responsabilidade do MobileMe, agora ficam por conta do iCloud. Ao criar um novo contato do iPhone, por exemplo, este será armazenado automaticamente na nuvem, e enviado para todos os dispositivos do usuário - isso também vale para Calendários compartilhados. Todas as alterações que ocorrem também são automaticamente sincronizadas, então mudanças em calendários compartilhados são feitas para todos aqueles que possuem acesso ao material.

O Mail dará acesso ao usuário a um endereço @me.com, como acontece no MobileMe, e terá sincronização automática de mensagens para todos os aparelhos do usuário, além da atualização frequente das caixas de entrada e  pastas do usuário. 

A aposta da Apple na computação em nuvem foi profunda: além do envio de favoritos e livros do iBooks para os servidores da Apple, os usuários poderão fazer backup de outras informações e documentos pessoais - e tudo isso sem precisar chegar perto do PC. Basta entrar com o ID da Apple e a senha que tudo o que estiver no celular é enviado automaticamente, a partir de uma conexão Wi-Fi; as músicas compradas, os aplicativos, livros, o conteúdo da Câmera (fotos e vídeo) e até mesmo as configurações do aparelho são enviadas para os servidores da Apple. 

Foi apresentada também uma nova interface para edição de documentos do Pages, Notes e Keynote, que foi batizada de Documents in the Cloud. Com uma abordagem muito parecida como o que acontece com o Google Docs, por exemplo, os arquivos são salvos na nuvem e são sincronizados com os equipamentos do usuário; toda e qualquer alteração é enviada automaticamente e funciona não só nos dispositivos iOS, mas também em Macs e PCs. 

Todas as fotos - e músicas - em todo lugar

O Photo Stream, que foi apresentado logo em seguida, permite ao usuário pegar fotos que estejam em qualquer aparelho e sincronizá-las com outros dispositivos (uma foto tirada com o iPhone aparece no iPad, por exemplo). O  Photo Stream funcionar com o iPhoto do Mac (o PC não foi esquecido, e também poderá receber as fotos, utilizando a pasta padrão de imagens do Windows) e com o Apple TV de segunda geração (não disponível no Brasil) . Como as fotos tem um tamanho muito grande, esse envio de dados irá funcionar via Wi-Fi ou ethernet, e o Photo Stream terá um limite de 1000 fotos por usuário nos dispositivos iOS (não existe limite para PCs e Macs); as imagens permanecem no iCloud por 30 dias depois o upload, mas podem ser salvas permanentemente no aparelho ao arrastar o item para um álbum.

O último app que faz parte do guarda-chuva do iCloud (num total de 9) é o iTunes in the Cloud. Para usuários que adquirirem músicas na iTunes Store (o que ainda não pode ser feito no Brasil), há um histórico de tudo o que foi comprado recentemente com aquela conta, e todo esse conteúdo estará disponível para download para todos os aparelhos do usuário. "É a primeira vez que vemos isso na indústria da música" afirmou Jobs. "Sem cobranças para downloads múltiplos em muitos aparelhos".

As músicas podem ser baixadas em até 10 aparelhos, e também é possível habilitar um recurso de donwload automático, que irá enviar as novas compras para os outros dispositivos. 

E como ficam os usuário que tem vários CDs "ripados" em casa e não querem comprar todas essas músicas novamente? Para acabar com isso, a Apple apresentou o iTunes Match, um serviço que custa 25 dólares por ano que analisa sua biblioteca do iTunes e combina suas músicas com o repertório de mais de 18 milhões de faixas que a Apple comercializa. Para as músicas que forem encontradas nesse banco de dados, o usuário terá acesso a arquivos de 256kbps - mesmo que suas músicas estejam em qualidade inferior - e, caso a Apple não possa identificar, será possível fazer  upload das músicas manualmente.

 

Condições e preços

Cada usuário terá direito a 5GB de espaço gratuito para e-mail, documentos e backup. Felizmente, músicas, apps, livros que tenha sido comprados e as imagens do Photo Stream não entram nessa contagem. O iTunes Match irá custar 25 dólares por ano e permite o streaming de até 25 mil canções.

O iCloud irá chegar juntamente com o iOS entre setembro e dezembro deste ano, apesar de que usuários americanos já têm acesso a um beta do iTunes in the Cloud ao iniciar o app do iTunes. De acordo com um documento de suporte da Apple, os usuários atuais de MobileMe tiveram suas contas automaticamente estendidas até 6 de junho de 2012, sem qualquer custo. Depois dessa data, o MobileMe será descontinuado. Os usuários desse serviço precisarão então aderir ao iCloud, e poderão manter seus endereços de e-mail sob domínio me.com ou mac.com. Uma vez que o serviço esteja totalmente estabilizado, será possível mover as informações do MobileMe para a conta do iCloud.

 
 
Fonte: MAcWorldBrasil

 
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