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MASSIFICAÇÃO DE BANDA LARGA DEPENDE DE PARCERIA, DIZ TELEBRASIL

03/06/2011

A massificação da banda larga no Brasil depende de parceria entre os setores público e privado. É preciso que todos os atores trabalhem juntos e que o País adote uma série de mecanismos para inserir as pessoas na sociedade do conhecimento, recomenda documento redigido pelos empresários de telecomunições, divulgado no final do 55.o Painel da Telebrasil 2011, que encerrou nesta quinta-feira, 2/6, em Brasília.

O documento batizado de "Carta de Brasília 2011" sugere algumas medidas que terão de ser adotadas para que o Brasil consiga fazer com que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) façam parte da vida dos brasileiros.

Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Eduardo Levy, a carta foi amplamente divulgada entre os representantes do governo federal. Ele destaca que o setor investiu 235 bilhões de reais no País desde o processo de privatização em 1998 e planeja aplicar cerca de 144 bilhões de reais somente em banda larga até 2020, caso o cenário demonstre favorável.

"Se banda larga é prioridade nacional, não há como inserir o cidadão na sociedade do conhecimento sem dar as ferramentas adequadas", afirma Levy. Segundo ele, além de conectividade, as pessoas precisam ter acesso a computador, usar essa ferramenta nas escolas e ter conteúdo.   

O executivo argumenta que é preciso encontrar fórmulas para que a população seja atendida juntamente com as operadoras, que têm condições de investir em infraestrutura.

Na "Carta de Brasília 2011", o setor lista sete medidas importantes para massificação da banda larga. Veja a seguir:

1)  Incentivar a adoção de um Plano Diretor de TICs que permita ampliar o acesso aos serviços, terminais e conteúdos, garantindo a conquista da cidadania e inclusão social da população brasileira.

2)  Direcionar as políticas públicas para suprir carências específicas e dar tratamento regulatório diferenciado a áreas com necessidades distintas, fomentando a demanda por serviços de acesso à internet de acordo com o perfil dos mercados consumidores, incentivando a ampliação da cobertura local de infraestrutura e as condições de oferta de serviços.

3)  Promover a simplificação de regras e de serviços e manter a previsibilidade e a estabilidade do marco regulatório, garantindo a continuidade dos investimentos necessários para a atualização permanente da infraestrutura de suporte a serviços convergentes e de qualidade.

4)  Estimular a demanda por TICs e promover a ampliação dos programas de inclusão digital, incentivando a implantação de lan houses e telecentros em áreas de menor concentração de renda. Permitir a aplicação de recursos de fundos setoriais em serviços de acesso à informação e subsídio direto ao consumidor.

5)  Avançar em programas e projetos de educação e de capacitação digital de estudantes e professores das escolas públicas do ensino básico e na criação de centros de capacitação digital para a população que já se encontra no mercado de trabalho, como forma de garantir o crescimento sustentável e de longo prazo para o Brasil.

6)  Aplicar ampla e intensivamente as TICs nas rotinas operacionais do governo e nos serviços públicos para a melhoria da gestão, eficiência, desempenho e competividade.

7)  Estimular a inovação e apoiar a indústria de TICs, fortalecendo os centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, buscando atender às demandas do mercado global.



 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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