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SABE QUANTO VALE SUA PRIVACIDADE?

30/05/2011

 

Moralmente, é uma vitória do conceito de privacidade. Na prática, não é nada. Ou é um recado: lamento decepcionar a turma, mas privacidade, em tempos digitais, é um conceito bastante fluido. Tanto quanto qualquer informação, qualquer verdade, qualquer intenção: tudo é passível de mudanças. Algumas, muito rapidamente. Vivemos tempos líquidos, afinal, como tem nos mostrado o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

Daí meu especial apreço pelo WikiLeaks, o site de um maluco que decidiu mostrar que tudo que é liquido pode vazar. A informação está vazando. E o grande detalhe: sem intermediação. Nem do Estado, nem do governo, nem das igrejas, nem da imprensa.

Desde que entrou em operação, no longínquo dezembro de 2006, o WikiLeaks jogou no ventilador da web milhões de informações escondidas nas gavetas do Estado ? ou, melhor dizendo, de muitos Estados. E tudo verdade. Como se sabe, verdades costumam incomodar quando vêm à tona inesperadamente.

E o WikiLeaks está incomodando, e muito, o poder tal qual o conhecemos. Manda quem pode; obedece quem tem juízo. É essa a ótica do Estado e de sua tropa. Mas o site do australiano Julian Assange enxerga o mundo sob outra ótica ? ou, se for permitida a sem-gracice de estilo: o WikiLeaks adota outra ética. Ele acredita que a liberdade da informação é a grande arma política para tempos obscuros. Não é um pensamento original, nem é surpreendente alguém dizer que estamos vivendo num certo obscurantismo generalizado. No entanto, pouca gente foi tão longe na defesa dessa ideia. E está apanhando.

Por essas e por outras, acredito que o WikiLeaks.org seja um divisor de águas ? não só no mundo da internet, mas também fora dele. Só que tem gente que ainda não se convenceu disso.

A pergunta é: você acha que o WikiLeaks ainda vai dar dor de cabeça para as ?otoridades? ou sua onda já passou?
Um dolarzinho. Ao menos foi esse o valor da indenização que uma família americana recebeu do Google, em fins de 2010, por sua casa ter aparecido no serviço Street View em 2008. Menos que uma lata de guaraná.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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