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SERVIÇOS FINANCEIROS MÓVEIS AINDA POSSUEM ADOÇÃO MUITO BAIXA

18/05/2011

Um estudo do World Economic Forum aponta que os serviços financeiros móveis ainda não foram adotados em grande escala.  Para atender às necessidades financeiras de populações carentes, a maioria dos países ? até mesmo aqueles com serviços financeiros móveis de maior escala ? deve se concentrar na flexibilidade regulatória para agentes não bancalizados, a competitividade das estruturas do mercado e maior educação individual para a população, diz o relatório.

O Relatório sobre Desenvolvimento de Serviços Financeiros Móveis 2011 traz uma análise de mais de 100 variáveis em 20 países da África, América Latina e Rússia. Produzido em conjunto com a Boston Consulting Group, o relatório mede os fatores mais importantes para impulsionar os serviços financeiros móveis e atender às necessidades de bilhões de pessoas excluídas da economia formal.

De acordo com a pesquisa, a adoção de serviços financeiros móveis está restrita a poucos países nos quais o acesso a serviços financeiros é tradicionalmente limitado e o escopo de serviços está limitado à transferência móvel de fundos. Os resultados também revelam que a adoção de serviços financeiros como poupança, crédito e microsseguros ainda está incipiente e que os ambientes regulatórios, a competitividade do mercado e a educação financeira do usuário são áreas que precisam de mais atenção.

Quênia e as Filipinas estão entre os poucos países analisados pelo estudo com níveis de penetração acima de 10% na população adulta.  Uma das principais características neles é uma grande rede de agentes ? pontos de acesso no varejo que podem abrir contas e fazer transações em dinheiro. Mas, para ampliar os serviços, é preciso apostar em fatores como a efetivação de pagamentos do governo por meio da plataforma móvel, além de focar na competitividade dos seus setores financeiros e de telecomunicações e otimizar a coleta e monitoramento de dados para facilitar abordagens como ?testar e apreender?.

?Basicamente, o mercado deve determinar a escala de serviços financeiros móveis?, afirma James Bilodeau, Diretor Associado e  Chefe de Finanças em Mercados emergentes do World Economic Forum.  ?Mas, as partes interessadas dos setores públicos e privados devem trabalhar no sentido de eliminar impedimentos para modelos de negócios viáveis e criar um círculo virtuoso de adoção e inovação.?

Países como o Brasil e a Índia revelam alguns pontos relativamente fortes comparados com os que já possuem um sistema de pagamentos móveis de maior escala. A capacidade de aproveitar de redes de agentes existentes e a proteção do consumidor no Brasil são fatores que poderiam facilitar o desenvolvimento de serviços financeiros mais complexos para a plataforma móvel, diz o estudo. 

?O potencial da plataforma móvel de aumentar a inclusão financeira e transformar a vida financeira das pessoas e as estruturas de vários setores é inquestionável?, diz William Hoffman, Chefe para a Indústria de Telecomunicações do World Economic Forum.  ?Precisamos de evidências e inteligência coletiva para navegar a complexidade da plataforma de serviços financeiros móveis. Esse relatório serve como ferramenta para tomadores de decisão nessa área.?

As estimativas da adoção de serviços financeiros móveis nos 20 países pesquisados foram compiladas por meio de uma análise de implementações realizada com o GSM Development Fund. Uma pesquisa de agentes reguladores, realizada em conjunto com a Alliance for Financial Inclusion, gerou dados específicos a respeito da regulamentação de serviços financeiros móveis.  Os dados de várias fontes secundárias, como o Consultative Group to Assist the Poor (CGAP), também foram incluída na análise. O relatório oferece perfis de cada país analisado, inclusive um resumo das vantagens e desvantagens relativas de cada ecossistema de serviços financeiros móveis.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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