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CLOUD COMPUTING: COMO DETERMINAR O REAL VALOR DA MIGRAÇÃO

16/05/2011

As empresas têm buscado prestadores de serviços especializados em Cloud Computing para avaliar quais aplicações são as melhores candidatas para aderir à nuvem. Para chegar à resposta é fundamental, primeiramente, elaborar um business case para cada aplicação, realizando um levantamento do ambiente atual, comparando as alternativas internas e aquelas propiciadas  pela nuvem e, por fim, avaliando a demanda de negócios para então optar por aquela que mais deverá gerar valor ao negócio.

O fato é que, mesmo em Cloud Computing, não há um padrão único que sirva para todas as empresas. A ideia aqui é, portanto, compartilhar um pouco desse aprendizado, algo que ajude as companhias a realizarem as avaliações iniciais e chegarem às suas próprias conclusões.

A princípio, os resultados variam de acordo com o horizonte da análise. Uma recomendação é simular resultados em diferentes prazos  (geralmente de 2 a 5 anos). Analogamente, os resultados são impactados pelo volume, incluindo como este se comporta ao longo do tempo (de forma crescente, sazonal etc.). Aqui, é importante salientar que o termo volume, neste caso, aplica-se à quantidade de caixas postais (no caso de soluções de correio eletrônico), CPU, memória ou disco (caso de IaaS ? Infrastructure as a Service),  e transações (SaaS ? Software as a Service), conforme o tipo de Cloud considerado.

Neste ponto, ao elaborar uma matriz prazos versus volumes, com simulações para diferentes situações, uma dica é gerar um Mapa de Calor (Heat Map), onde as circunstâncias em que é melhor adotar o cenário interno ou o de Cloud Computing são identificadas graficamente.

No cenário interno, vale considerar os custos de uma infraestrutura nova ou de atualização daquela já existente. Afinal, comparar equipamentos e licenças já depreciados gerará distorções no business case. Um exemplo é a atualização de Exchange 2007 para Exchange 2010. Ou, ainda, a substituição de servidores antigos por novos e ampliações de capacidade do centro de dados.

Além disso, para cada combinação (prazo x volume), é preciso avaliar a inclusão de hardware e licenças, conforme cada item: servidores; racks; cabeamento, storage; elementos de rede e segurança, incluindo backup, antivírus/antispam (no caso de correio), firewall, IPS, etc.; sistemas operacionais; banco de dados; servidores de aplicação; as aplicações em si...

É importante considerar também a mão de obra de instalações, treinamentos, gerenciamento de projetos, Service Desk, contratos de manutenção e suporte 24x7, assim como despesas decorrentes de monitoração e gerenciamento 24x7. Dessa forma, pode-se garantir que os custos de licenças e serviços recorrentes sejam computados de maneira compatível aos distintos prazos e volumes simulados.

Outro ponto a incluir na análise diz respeito aos custos de centro de dados (espaço físico, energia, ar condicionado, segurança física etc.).

Um bom desafio é dimensionar hardware, licenças e mesmo os serviços para cada volume de transações. Cada um destes (hardware, licenças, serviços) vai se comportar de maneira diferente para variados volumes. Um estudo de regressão linear pode ajudar a entender como é a curva de cada um em função do volume.

No cenário de Cloud Computing, devido ao conceito de abstrair a complexidade de TI e calcular tudo como serviço, a lista de desembolsos será menor. Isso inclui o pagamento das mensalidades e o custo de transição do modelo interno para a nuvem, que pode ou não ser diluído nas mensalidades. Em alguns casos, pode ser interessante incluir ainda um custo de upgrade de enlace Internet.

As organizações também devem avaliar quão importante é classificar os desembolsos em Capex (Despesas de Capital) ou Opex (Despesas Operacionais).

Algumas recomendações finais.

  • A primeira é garantir que valores comparáveis estão sendo utilizados: preços com ou sem impostos, moedas, custos, prazos de pagamento, valores adequadamente distribuídos ao longo do tempo, custo real do empregado, etc.
  • A segunda é não minimizar o custo do dinheiro no tempo, apurando o resultado com Valor Presente Líquido por meio do Custo de Capital mais adequado para seu projeto.
  • A terceira é observar custos de rescisão de contratos atuais.
  • A quarta é documentar as premissas e fontes de informação.
  • Por fim, é fundamental envolver a área financeira na análise dos temas Custo de Capital e Capex x Opex, bem como as áreas necessárias para determinação de custos internos (como Infraestrutura de Centro de Data e Custos com mão de obra interna). O jurídico pode apoiar nos temas de revisão de contratos atuais.


Pronto, assim é possível chegar aos custos dos cenários interno e Cloud  Computing e comparar ou simular aquele mais conveniente ao perfil da aplicação.

Curta a viagem, exercitando mudanças nas variáveis para entender como se comporta a estrutura de custos nas soluções internas e nuvem.

Seguramente, com esse roteiro, a escolha final levará em consideração os elementos necessários e garantirá a opção que gera mais valor para o negócio.

 
 
 
Fonte: CIO

 
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