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HACKERS CRIAM SITE PARA DENÚNCIAS DE ABUSO DE AUTORIDADE

16/05/2011

Reunidos em Brasília para o IV Consegi (Congresso Internacional Governo Eletrônico e Software Livre), hackers de todo o país encararam o desafio de criar ferramentas que contribuam na fiscalização de gastos e atos públicos.

Um dos primeiros produtos é o projeto ?Otoridades ? você sabe com quem está falando??. Já no ar, o site permite denunciar abusos de autoridade em todas as esferas de governo. Compilados, os dados serão objeto de orientação e discussão pública, com espaço para os denunciados se retratarem. ?Pretendemos criar uma plataforma onde as pessoas possam conhecer os casos de abuso de autoridade e onde eles ocorrem. Com isso, queremos orientar a população sobre esse aspecto problemático de nossa cultura política para que possam saber a que meios legais podem recorrer?, explica Luciano Santa-Brigida, um dos responsáveis pelo projeto, que veio de Belém para o encontro hacker em Brasília.

Segundo Pedro Markun, um dos fundadores do movimento ?Transparência Hacker?, a metodologia do encontro é milimetricamente desorganizada, ?caótica?. Em círculos, os hackers trabalham desenvolvendo aplicativos com dados e informações públicas que possam ajudar o cidadão na hora de se informar, fiscalizar ou participar do processo político. Os grupos dividem-se na produção de diferentes projetos, mas cada programador trabalha do seu jeito e na hora em que deseja.

?Esse pessoal é fantástico, trabalham bastante e tem muita energia e tudo isso para produzir melhorias para sociedade. É muito bom estar aqui?, disse o ciberativista inglês Rufus Pollok, um dos fundadores da Open Knowledge Foundation, que veio para o Consegi 2011.

Trabalho colaborativo
Em menos de três dias de encontro, os hackers se dividiram em mais de 10 projetos. Se em alguns o objetivo é fiscalizar as autoridades, em outros a intenção é colaborar. No encontro, um grupo de hackers ajuda o Ministério da Justiça a compilar e organizar imagens de mais de 500 mil de projetos legislativos brasileiros, alguns redigidos há mais de 70 anos.

?São dados públicos, abertos a qualquer cidadão, que estavam desorganizados no Ministério da Justiça e que foram disponibilizados para serem trabalhados pela comunidade?, explica Ricardo Poppi, servidor do MJ. Para Fabrício Zuardi, um dos desenvolvedores responsáveis pelo projeto trata-se de uma excelente oportunidade para ajudar o país fazendo o que gosta. ?Não é todo dia que temos acesso a algo tão grande e importante para história do país. Esperamos produzir resultados interessantes?, conta.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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