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BRASIL X ARGENTINA: CLIMA AZEDA COM TROCA DE FARPAS ENTRE MINISTROS

16/05/2011

O clima azedou de vez entre Brasil e Argentina na parte das exportações. Depois de o Brasil retaliar as exportações - impondo restrições para o setor automotivo - a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, enviou uma carta nesta sexta-feira, 13, ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Nela, há duras críticas para a postura brasileira.

A carta, divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, mostra que o governo argentino acusa o país de não cumprir acordos que visem equilibrar o comércio bilateral.

"Teria gostado de transmitir-lhe minhas considerações de maneira telefônica e em um diálogo pessoal. Lamentavelmente, quando tentei, ontem, me informaram que o senhor estava reunido com o Embaixador dos Estados Unidos e, seguramente, as múltiplas ocupações que temos os ministros, lhe impediram, posteriormente, devolver minha ligação", disse a ministra argentina, em trecho da carta.

Giorgi iniciou a carta, defendendo as barreiras adotadas a produtos brasileiros. "Em primeiro lugar, quero enfatizar que as medidas que o governo argentino tomou e pode tomar, seja de defesa comercial, de monitoramento de comércio ou de investigações aduaneiras, se enquadram em um conjunto de acordos da Organização Mundial de Comércio e não são destinadas a nenhum país em particular, muito menos ao Brasil, à quem consideramos um sócio estratégico".

A ministra negou que as medidas tenham provocado um impacto negativo nas exportações brasileiras à Argentina, citando, na carta, uma série de dados que mostrariam a curva ascendente do déficit comercial argentino em relação ao Brasil, desde 2003. Nos primeiros quatro meses de 2011, o déficit argentino superará US$ 6 bilhões.

Giorgi também cobrou do Brasil disposição para adotar medidas que visem atenuar os desequilíbrios estruturais do comércio entre os dois países, especialmente em relação aos produtos industrializados. A ministra lembrou também a assinatura do Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) em 2006, que prevê mecanismos de compensações entre os países, mas que não foi regulamentado pelo Brasil.

Por sua vez, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, divulgou a carta-resposta encaminhada à ministra Débora Giorgi. A carta é curta e direta. Pimentel deixa claro que, agora, qualquer negociação entre as partes, têm de acontecer em Brasília - especialmente porque o acordo entre os dois países foi celebrado, em fevereiro, durante visita da presidenta Dilma Rousseff à Argentina.

"Informo que estou à disposição de vossa Excelência, caso deseje, para que realizemos um encontro, em Brasilia, com o objetivo de tratarmos dos temas referidos nas nossas correspondências recentes", diz, de forma seca, o ministro Fernando Pimentel à ministra argentina.


 
Fonte: Convergencia digital

 
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