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SONY CULPA GRUPO DE HACKERS ANONYMOUS POR ROUBO DE DADOS

05/05/2011

A Sony responsabilizou o grupo Anonymous por permitir indiretamente que um hacker obtivesse acesso a dados pessoais de mais de 100 milhões de jogadores de videogame.

A empresa afirmou que sua rede de jogos foi invadida ao mesmo tempo em que a empresa se defendia de um ataque de negação de serviço (denial-of-service attack, em inglês) de um grupo que se autodenomina Anonymous. Esse tipo de ataque faz com que um servidor ou sistema fique indisponível ao sobrecarregá-lo com tráfego.

Anonymous é o nome de um grupo da internet que em dezembro lançou ataques que causaram o desligamento temporário dos sites da MasterCard e da Visa usando simples ferramentas de software disponibilizadas gratuitamente na internet.

O grupo atacou as duas empresas de cartões de crédito após ambas terem bloqueado pagamentos ao WikiLeaks.

A Sony afirmou nesta quarta-feira que o Anonymous já havia lançado um ataque contra a empresa há algumas semanas, num protesto depois que a Sony se defendeu contra um hacker em um tribunal federal em San Francisco.

O ataque que roubou os dados pessoais dos usuários foi lançado separadamente, enquanto a Sony se defendia contra a campanha do ataque de negação de serviço, afirmou a empresa.

A companhia afirmou desconhecer se as organizações dos dois ataques estavam trabalhando juntas.

A acusação estimulou mais reclamações de que a divulgação do fato pela Sony foi inadequada e tardia.

A Sony afirmou ter esperado dois dias após a descoberta do roubo de dados de sua rede do PlayStation antes de contatar órgãos oficiais e não se encontrou com autoridades do FBI antes de cinco dias.

"A Sony tem sido vítima de um ciberataque cuidadosamente planejado, muito profissional e altamente sofisticado", disse Kazuo Hirai, presidente do conselho de administração da Sony, em uma carta ao Congresso dos Estados Unidos.

O sequestro de dados estimulou o Departamento de Justiça dos EUA e o FBI a abrir uma investigação, disseram autoridades nesta quarta-feira (4).

"É algo que estamos levando extremamente a sério", disse o procurador-geral Eric Holder.
 
 
 
 
Fonte: Folha

 
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