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OI QUER REDUZIR QUEDA DA TELEFONIA FIXA

02/05/2011

Satisfeita com os resultados obtidos com telefonia móvel e com a banda larga, a Oi vai agora priorizar a telefonia fixa. A estratégia foi revelada hoje (29/04), durante audioconfência que apresentou os resultados da empresa, pelo diretor de finanças e de relações com investidores da operadora, Alex Zornig a prioridade é estancar a queda da telefonia fixa.

?O desafio da Oi é fazer com que telefonia fixa pare de cair e as pessoas continuem usando o telefone fixo. Esse é o mote da Oi nos próximos trimestres?, disse o executivo. O número de linhas fixas em serviço da operadora recuou de 21,085 milhões para 19,747 milhões no primeiro trimestre. Zornig comentou que a nova sócia Portugal Telecom teve um desafio parecido há quatro anos, e que conseguiu recuperar sua base, mas com aposta em IPTV.

"Contratamos um consultor para planejar nossos investimentos estratégicos para os próximos três anos e definir quais mercados iremos focar. O desafio não é mais telefonia móvel ou banda larga, mas fazer com que a fixa pare de cair. Esse é nosso desafio para os próximos trimestrs", afirmou Zornig. Segundo ele, em 2011 a empresa voltará a investir e comparação a 2010, quando os esforços da companhia ficaram concentrados em administrar o caixa, o que acabou afetando o ritmo dos investimentos. Para este ano, a Oi projeta investir 5 bilhões de reais.

Em relação ao balanço trimestreal, a empresa informou que sua base de assinantes aumentou 6,1% nos primeiros três meses de 2011, para 66,043 milhões, alavancada pela telefonia móvel, cujo crescimento foi de 13,3%, para 41,472 milhões de assinantes. As adições líquidas em telefonia móvel no período foram de 2,2 milhões de clientes. Dos 4,9 milhões de novos usuários, 48% foram da Região I, 32% da Região III e 20% da Região II.

Já os serviços de banda larga fixa tiveram aumento de 5,8% em relação ao primeiro trimestre de 2010, para 4,513 milhões de unidades geradoras de receita. A TV por assinatura apresentou crescimento de 9,9% para 311 mil assinantes. Já o número de linhas fixas em serviço teve recuo de 6,3%, para 19,747 milhões nos primeiros três meses de 2011.

Resultados financeiros

A empresa teve prejuízo líquido de 395 milhões de reais, revertendo lucro de 518 milhões de reais obtido em igual período de 2010. Zornig atribui o resultado negativo às despesas financeiras não recorrentes, que não deverão ser repetidas nos próximos trimestres. Segundo ele, estes eventos extraordinários somaram 600 milhões de reais e que , sem eles, a Oi teria um lucro ao redor de 300 milhões de reais.

Já a receita líquida da operadora recuou 7,1% para 6,933 bilhões. Nos primeiros três meses de 2010, o faturamento foi de 7,463 bilhões de reais . "A queda da telefonia Fixa ainda não foi compensada pela telefonia móvel e pela banda larga, que estão apresentando expansão", disse Zornig.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em 1,985 bilhão de reais, um recuo de 21,8% e a margem Ebitda caiu para 28,6%, de 34% na mesma base de comparação. A dívida líquida da empresa registrou recuo de 32% no primeiro trimestre, para R$ 14,39 bilhões. Com isso, a a alavancagem da empresa recuou para 1,5 vez, ante 2,2 vezes do final do ano passado.



Fonte: Computerworld

 
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