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O FACEBOOK É UMA AMEAÇA AO GOOGLE?

18/04/2011

Acredita-se que o Facebook representa uma ameaça competitiva significativa para o Google.

Os próprios Mark Zuckerberg e Larry Page parecem acreditar nisso.

Em dezembro, Zuckerberg chegou a reconhecer publicamente que ?há áreas nas quais as duas empresas concorrem?.

Mais recentemente, ao reassumir o comando do Google como CEO, Larry Page acirrou ainda mais a disputa ao determinar que que todos os empregados passam a ter seus bônus vinculados ao sucesso da estratégia social do Google.

Há quem diga _ Zuckerberg entre eles _ que a maior batalha entre Google e Facebook é pela forma como capturam e devolvem informações ?desejadas? por seus usuários, em troca de publicidade.

Enquanto o Facebook se esforça para ser a nossa casa na Web, onde podemos reunir com os amigos, compartilhar e descobrir valores, crenças, paixoões e, sobretudo, preferências sobre produtos e serviços, o Google e seus engenheiros seguem aprimorando suas estatísticas e algoritmos, indexando todas as informações do mundo, independentemente do seu formato, para processá-las nos seus mínimos detalhes.

No fim, ambos vão atrás da mesma recompensa ? os orçamentos de publicidade maciça construída em torno das valiosas informações ao dispor das marcas, que já sabem hoje que a melhor maneira de encontrar seus  clientes é ser encontrado por eles.

Há ainda quem diga que a batalha pela supremacia do SEO já pode ter sido perdida pelo Google. Usuários do Facebook estariam muito mais interessados nas recomendações feitas por seus amigos, do que nos resultados analíticos massivos produzidos pelo Google. Com um agravante: o Facebook é uma parte cada vez maior da web que os spiders do Google não podem rastrear.

Mas será que a guerra, ainda não declarada abertamente, limita-se a essas batalhas?

Screen shot 2011-04-15 at 9.51.56 AMSobre essa questão, Chris Dixon (foto), investidor profissional, co-fundador da ferramenta de recomendações Hunch e ex-CEO da e CEO da SiteAdvisor, vai além. Na opinião dele, um dos maiores riscos para o Google está na possibilidade do Facebook se animar a lançar uma rede de anúncios display off-Facebook.com, com base na grande porcentagem de impressões de anúncios que já controla hoje, para competir diretamente com a exibição de anúncios comerciais do Google (construídos a partir da aquisição da DoubleClick).

Há ainda muitas outras frentes de batalha onde o Facebook pode competir com o Google: em pagamentos, no celular, em e-commerce?

Para não perder mais terreno do que já vem perdendo, na opinião de Dixon, o Google precisa correr. Hoje, teria ainda três escolhas estratégicas a fazer:

  1. Tentar transformar as redes sociais em novas centros de lucro ou commodity?
    (Para saber mais sobre o que Dixon quer dizer com isso, veja
    este post sobre a estratégia global do Google e esses posts _ 1, 23 _  sobre a ?comoditização do complemento? ).

    Segundo Dixon, a vantagem de criar um novo centro de lucro na rede social é óbvia: se você ganhar, vai ganhar muito dinheiro. Já a vantagem de comoditização das redes sociais é que, apesar de você abrir mão do potencial de lucro direto, você abre uma ampla gama de opções de preço e produto.

    Por exemplo:

    • Quando você tenta comoditizar um produto, você pode oferecer um produto gratuito que outras empresas cobram, diz ele. Isso é o que o Google fez com o Android vs o IOS e o Google Apps vs o Microsoft Office. É claro, tornar as redes sociais gratuito para os usuários não funcionará já que o Facebook não cobra diretamente aos usuários (Dixon diz  ?diretamente?, porque eles fazem dinheiro com publicidade e comissões de pagamento, entre outras coisas). No entanto a redução do custo zero para desenvolvedores como Zynga, que têm de pagar grandes comissões Facebook, poderia seduzi-los em direção a uma plataforma do Google (note que, não coincidentemente, o Google investiu US $ 100 milhões em Zynga).
    • Ao usar padrões abertos para  interagir com outras redes sociais, sistemas de mensagens, serviços de check-in, etc, o Google poderia encorajar desenvolvedores a adotarem a sua plataforma. Se o Google escolhesse, por exemplo, o RSS para o seu sistema de mensagens, já trabalharia com dezenas de milhares de ferramentas e sites existentes e seria prontamente abraçado por hackers na comunidade open source. A própria web (http / html) e o e-mail (SMTP) são exemplos famosos, onde a opção de abrir desencadeou enormes ondas de inovação e (eventualmente) matou concorrentes fechados como a AOL.
  2. Interligar os produtos existentes aos novos produtos sociais que vier a criar.
    Além de uma montanha de dinheiro gerada por ano, o Google tem muitos ativos existentes no topo para usar. Algo que tentou fazer de forma desastrada com o Google Buzz e o Gmail. Errou duas vezes nesse caso. Feriu princípios básicos de privacidade e  tentou construir algo fora das redes.

    Recente, o lançamento do seu botão ?+1″ parece fazer um bom uso dessa estratégia, conhecida como ?ancoragem?.

    O Google aparentemente está tentando criar uma rede federada onde sites inserem um botão do jeito fizeram com o Facebook?s Like. Com uma diferença. O botão  +1 seria um sinal para o algoritmo do  ranking orgânico do Google (particularmente, ainda não vi resultados expressivos, como no caso da nova estratégia do Facebook para o Like).

    Fornecer valor para os usuários, além de sites, como faz o Like,  é uma boa razão, por exemplo,  para que o Google adquirir o Twitter (algo que Dixon considera inevitável se o Google quiser levar a sério sua estratégia rumo ao social).Finalmente, Android e YouTube são potenciais e intrigantes âncoras para uma estratégia social. Sem dúvida, há grandes oportunidades aí, que o Facebook já percebeu.

  3. Comprar alguém, como fez com o Youtube e o Android.
    Estas aquisições fotram tão  incomuns para o DNA criativo do Google que  foram deixadas como unidades de negócios semi-independentes.

    Se o Google  quiser realmente recuperar o tempo perdido, precisa voltar a adotar a estratégia de aquisição de empresas relevantes e deixá-las se desenovlver como unidades de negócio separadas.

    Novamente aqui, a aquisição do Twitter surge como uma alternativa instigante.

O fato é que, de batalha em batalha, Facebook e Google seguem recarregando a artilharia, dia após dia. É recurso novo para cá, melhorias de antigos recursos para lá? vale tudo para conquistar a simpatia e adesão da multidão, não tão anônima quanto se poderia supor.

Os números começam a ser favoráveis ao Facebook. O tráfego da rede social tem crescido, eunquanto o dos serviços Google tem caído. Na comparação entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011, a participação do Google na geração de tráefgo Web nos Estados Unidos caiu de 17% a 13%, enquanto a do Facebook aumentou de 5% para 9%, segundo as métricas da ComScore.

Em valor de mercado o Facebook também avança rápido.

Nesta sexta -feira, Dan Stulbach fez uma boa provação no programa Fim de Expediente, da rádio CBN.  ?Alguém tinha que dividir o quanto dizem que o Facebook vale pelo número de usuários. Tenho a impressão de que cada novo usuário já entra valendo uns 100 mil dólares?. Bem, considerando a última estimativa de valor de mercado, feita no início de março, de 65 bilhões de dólares, e a última estatística de número de usuários, de janeiro passado, perto de 600 milhões, cada usuário do Facebook estaria valendo hoje bem mais que 100 mil dólares. Mas, siceramanete, acho que não serve como parâmetro.

Para o Google, a mesma conta seria praticamente impossível de ser feita. Como arbitrar a quantidade mundial de usuários de seus serviços?

Prefiro ficar com a percepção de mercado. O Facebook, ainda de capital fechado, ganha valor. O Google, de capital aberto, hoje luta para não continuar perdendo. O balanço do primeiro trimestre de 2011 é revelador.

O lucro da companhia de Mountain View ficou em 2,3 bilhões de dólares, ante 1,96 bilhão dos três primeiros meses de 2011 ? alta de 17%. O ganho sobre cada ação foi de 8,08 dólares ? maior, portanto, do que os 6,06 dólares do primeiro trimestre do ano anterior. Analistas, no entanto, esperavam que este valor fosse um pouco mais alto: 8,10 dólares por ação.

Por isso, o valor da Google na bolsa de valores Nasdaq, dos Estados Unidos, chegou a cair 4,65% pela manhã. No entanto, o índice logo se recuperou, terminando o dia com crescimento de 0,39%. Mas  registraram desvalorização de quase 5%, para US$ 551,34 em negociações após o fechamento do pregão.

Os custos operacionais e as despesas fixas _ principalmente com pessoal _ também cresceram (54% nesse primeiro trimestre).

Lary Page sabe melhor que ninguém deve reforçar a inovação e reduzir a burocracia, diante da feroz concorrência que o Google enfrenta de parte do Facebook. Mas não pode desconsiderar a margem de lucro, sob pena de perder a confiança dos investidores.

Os próximos meses prometem?

Tenho a impressão de que, como bem observou Michel Lente, passaremos ainda muito tempo com 90% das notícias de tech sendo sobre apenas três empresas: Apple, Google, Facebook.

The New Villains of New Media

snidely
 
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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