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VÍRUS QUE ATRASOU PROGRAMA NUCLEAR DO IRÃ É UMA ´CIBERARMA´, DIZ HACKER ALEMÃO

08/04/2011

O Stuxnet, vírus que pode ter atrasado em anos o programa nuclear iraniano, foi obra de uma equipe com no mínimo 10 pessoas e com mais de uma década de experiência no assunto. A opinião é de um expert no assunto, o hacker alemão Felix "FX" Lindner, pesquisador da empresa de segurança online Recurity Labs.

No entanto, ele refuta o uso do termo "ciberguerra" para definir a ação do Stuxnet. "Acho que guerra refere-se ao ato hostil de um Estado contra o outro, e não foi caso", disse. Mas ele não hesita em definir o vírus como uma "ciberarma". FX acredita que, além de prejudicar o programa iraniano, o malware serviu como um aviso, algo como "olha do que somos capazes" ao regime fundamentalista.

FX, que esteve no Brasil a convite da Microsoft, conversou com o IDG Now! sobre o famoso malware, que foi desenvolvido especificamente para atingir instalações industriais com um modelo de controlador da empresa alemã Siemens ? o mesmo usado nas centrífugas de urânio do Irã.

Lindner analisou o código do Stuxnet, e descarta que tenha sido desenvolvido na Alemanha, como cogitado por alguns analistas. "Estou certo de que não houve qualquer envolvimento alemão", disse.

Para ele, o Stuxnet envolveu o trabalho de programadores altamente capazes e "um enorme tempo de teste". FX considera o código do vírus "altamente eficaz, e conseguiu cumprir exatamente o que tinha por objetivo: danificar as centrífugas. E isso é bem difícil", afirmou.

O hacker acredita que pelo menos dois governos (um no desenvolvimento, outro na "entrega" do vírus) participaram da criação do Stuxnet. No entanto, afirma, Israel poderia ter feito tudo sozinho. "Eles têm uma cópia da instalação nuclear iraniana, e poderiam ter feito todos os testes", argumenta.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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