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TELEFÓNICA DEVE AGRADAR INVESTIDORES COM BRASIL E CORTE DE CUSTO

08/04/2011

O grupo espanhol Telefónica vai tentar assegurar a investidores que pode cumprir suas metas e, embora a tarefa pareça difícil, muitos acreditam que as ações da empresa podem ter um rali.

Em uma conferência com investidores em Londres na quarta e na quinta-feira da próxima semana, a maior empresa de telecomunicações da zona do euro deve anunciar corte de custos na Espanha, onde a fraca economia está levando muitos clientes para concorrentes com tarifas menores.

"Nós acreditamos que a Telefónica vai ficar mais agressiva no corte de custos e pode reduzi-los em até 400 milhões de euros por ano com reduções de postos de trabalho, congelamento de salários e menores despesas com demissões", afirmou o JPMorgan Cazenove em relatório.

A empresa também deverá fazer projeções otimistas para o Brasil, um mercado em rápido crescimento e estratégico para a empresa.

"Esperamos uma apresentação otimista a respeito da América Latina, motivada pela estabilidade no número de clientes de telefonia fixa e pelo crescimento acima da inflação dos serviços móveis, assim como um cenário otimista da unidade da Telefónica na Grã-Bretanha", afirmou o analista David Wright, do Deutsche Bank.

O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma palestra a investidores na quinta-feira, e a Telefónica pode dar novos dados sobre o potencial do mercado da América Latina, que está longe da saturação.

"Muitos investidores que falam a língua inglesa são tradicionalmente céticos sobre a capacidade de crescimento do Brasil. Trazer o Lula para a conferência é um claro sinal de que eles vão abordar esse assunto", afirmou um analista sênior do setor de telecomunicações.

No Brasil, um mercado com 76 milhões de conexões respondendo por quase 20 por cento da receita do grupo, a Telefónica espera sinergias de até 4,2 bilhões de euros devido à fusão da operadora móvel Vivo com a fixa Telesp, ambas controladas pela espanhola.

Alguns analistas avaliam que o montante pode ser ainda maior graças a potenciais benefícios fiscais relacionados à reestruturação dos ativos no mercado brasileiro.
 
 
 
 
Fonte: Uol

 
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