Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

DESENVOLVEDORES APOSTAM NOS TABLETS

29/03/2011

Muitos fornecedores já iniciaram a corrida para habilitar plataformas para um novo cenário de mobilidade de alto desempenho inaugurada pelo iPad e criar soluções para a integração dos aparelhos às redes e aplicações corporativas.

Entre esses fornecedores, uma das pioneiras na adoção dos tablets é a integradora Everis Brasil. A subsidiária de consultoria espanhola inaugurou um laboratório para estudar formas de atender áreas de negócios com produtos e soluções, baseados nas tecnologias recentes e serviços de telecomunicações. A justificativa é que esse é um mercado que deve movimentar 133 bilhões de dólares anuais até 2014, segundo a empresa.

Apesar da iniciativa, o gerente responsável pelo laboratório da Everis, Ricardo Contrucci, afirma que a fase atual é de observação. As plataformas ainda estão se consolidando e algumas vão se destacar no caminho.

?Os iPads e Androids certamente serão atacados por nossa inovação, mas aguardamos a evolução de outras tecnologias e a adoção pelo mercado para focar em desenvolvimentos específicos. Não dará para descartar a Microsoft e seu anunciado, mas ainda não lançado, sistema para tablets, que deve utilizar as mesmas tecnologias de desenvolvimento já consagradas no Windows?, afirma.

Mesmo tendo apenas um produto concorrente, o HP Slate, que roda Windows 7, a Microsoft tratou de abrir fogo contra o iPad. Recentemente, o site ZDNet colocou as mãos em documentos que revelam forte campanha da gigante de Bill Gates contra a adoção de iPads nas empresas. O objetivo, segundo a divulgação, é reunir argumentações para as revendas corporativas pressionarem seus clientes a evitar o produto da Apple e buscar tablets com Windows.

E essa guerra parece estar apenas começando. Segundo pesquisa do instituto ChangeWave, realizada no final de 2010 nos Estados Unidos, 14% das 1641 corporações ouvidas pretendem adquirir tablets no início de 2011. E a maioria esmagadora (78%) quer iPad. O Playbook, da RIM aparece em segundo lugar na preferência dos futuros compradores, com 9%, empatado com o tablet da Dell, o Steak, seguidos de perto pelo Slate, da HP (8%) . O Galaxy Tab, da Samsung, tem apenas 4% da intenção de compra.

Outros 7% das 1,6 mil corporações pesquisadas já utilizam tablets e estão muito satisfeitas (62%) com o desempenho das máquinas. Entre esses usuários, o iPad é o equipamento mais popular (82%), seguido do HP Slate (11%) e do Dell Steak (7%).

Isso significa que o número total de empresas que fazem uso de tablets deverá duplicar no primeiro trimestre de 2011. A previsão é de crescimento explosivo da demanda daqui para frente. Na avaliação de Contrucci, da Everis, o segundo quesito a ser observado na escolha dos talbets é a arquitetura que as plataformas exigem. O que pode representar maior facilidade de portabilidade de aplicativos entre diferentes sistemas.

De acordo com Contrucci, a favor da Apple e dos aparelhos com Android está o pioneirismo na área de smartphones. Os aplicativos desenvolvidos para as telas menores são facilmente transportáveis para o tablet.

Múltiplos usos

Entre as seis funções de negócios mais populares para o iPad, de acordo com a pesquisa da ChangeWave, estão o acesso à internet, o uso do e-mail e o trabalho remoto. A substituição do laptop ou netbook já aparece como um dos motivos para a adoção, mas é ainda irrisório, se comparado aos três primeiros.

A Everis, por exemplo, desenvolve aplicações para todas as verticais da economia, mas cita três como as que mais vão demandar soluções para tablets: telecomunicações, bancos e seguros. ?São setores pioneiros na adoção de tecnologias e que possuem um grau maior de necessidade por inovação. Mas o foco da empresa é observar o mercado e reagir da melhor forma possível às demandas?, ressalta Contrucci.

Quem também aposta alto no mercado, com um modelo de plataforma abrangente, é a companhia brasileira Trevisan Tecnologia, que tem planos ambiciosos: quer ser uma das líderes mundiais no fornecimento de aplicativos para o mercado de mobilidade com a plataforma uMov.me. A estratégia é trabalhar no modelo de software como serviço, com aplicativos que podem ser abertos em qualquer tela.

Na opinião de Alexandre Trevisan, CEO da Trevisan, fora a profusão de lançamentos de dispositivos, os planos de dados para os aparelhos estão fi cando mais acessíveis, cenário irresistível para que as organizações aproveitem a mobilidade como diferencial competitivo. ?No entanto, elas não podem ter projetos que exijam investimento em infraestrutura e equipe, os orçamentos ainda estão enxutos. Então, apostamos no oferecimento de uma plataforma que leve a simplicidade das lojas de aplicativos até as corporações?, explica.

Com a infraestrutura alocada na nuvem da Locaweb, o objetivo e o desafio principal, segundo o executivo, estão centrados no atendimento à pequena empresa, mas ele acredita que tem potencial para chegar em todos os portes de companhia, em diversos setores. A aposta é que as soluções atendam não só às necessidades das pequenas, mas também demandas departamentais das grandes. ?Estamos perseguindo seriamente a meta de atingir o mercado internacional e, para isso, apresentamos a solução na feira Mobile World Congress, que aconteceu em fevereiro, em Barcelona?, diz.

Eurofarma compra 600 iPads

Depois de estudar casos de empresas do segmento nos EUA, a farmacêutica Eurofarma optou pela compra de 600 iPads para ser utilizado por parte da equipe de propagandistas. O investimento totalizou 1,5 milhão de reais. Segundo a diretora comercial da empresa, Roberta Junqueira, os profissionais, responsáveis por demonstrar medicamentos e promover os produtos junto à classe médica, já trabalham com smartphones, que abrigam cadastro e informações de todos os médicos, além de um roteiro de visitação. ?A Anvisa é um órgão exigente e precisamos manter todo o registro de distribuição de produtos, razão que levou a adoção de tecnologias móveis inicialmente?.

Com os tablets, a empresa quer realizar demonstrações com uma tela maior, dispensando o uso do papel. ?É uma revolução no universo da propaganda médica. A ideia é sair na frente para ter diferencial competitivo?, destaca Roberta. Roberta estima que, em princípio, a empresa deixará de imprimir 55 toneladas de papel por ano. No roadmap da companhia, está a entrega de iPads para todos os 1500 propagandistas e o aproveitamento do aparelho para integrar sistemas da empresa, além da criação de novas aplicações que aproveitem melhor a interatividade que o equipamento proporciona.
 
 
 
 
Fonte: CIO

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar