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GOOGLE PREMIA PESQUISA SOBRE FALHAS NA INTERNET COM US$ 1 MILHÃO

25/03/2011

Depois dos episódios ocorridos na Líbia e no Egito, onde a comunicação com a Internet foi interrompida para conter protestos populares, a Google anuncia um prêmio de no mínimo 1 milhão de dólares aos pesquisadores da Georgia Tech, que trabalham no desenvolvimento de uma ferramenta que procura denunciar, em tempo real, qualquer tentativa de derrubar a web em andamento por parte de governos.

Apesar de estar em sincronia com os acontecimentos, o desenvolvimento da ferramenta data de muito antes das ocorrências nos dois países. Ainda assim, os estudos são apropriados para o momento que o mundo vive.

O prêmio da Google, que leva o nome de Google Focused Research Award, será usado no desenvolvimento de ferramentas gratuitas para a web que preveem a interrupção de serviços de Internet por parte de governos. As ferramentas também serão criadas para rodarem em sistemas móveis.

?Os recentes acontecimentos (de interrupção no acesso à Internet) são drásticos, mas tais ações não são ? de jeito nenhum ? algo novo?, diz Nick Feamster, professor assistente na escola de Ciência da Computação e principal pesquisador do projeto.

?Nosso objetivo é prover um sistema transparente para os usuários?, diz Feamster. ?Não interessa se é uma ação de censura ou de interrupção no fluxo de dados para determinado domínio da web. Qualquer sinal desses pode ser motivado por razões diversas; o que queremos é transparência?, completa.

Agentes voluntários
?O esquema de vigília contará com o auxílio de usuários que irão instalar, de forma voluntária, agentes que compõem a rede de monitoramento? conta Wenke Lee, membro do grupo de desenvolvimento. Se tal rede tivesse sido armada no Egito antes do levante popular, teria sido possível identificar a aproximação dos cortes de acesso à web.

?Saberemos em tempo real se determinado governo ou provedor de acessos começar a bloquear o tráfego digital, tentar influenciar os resultados de busca ou alterar dados disponíveis na Internet para realizar ações de spam?, conta Lee.

Informações sobre usuários que instalarem os agentes de monitoramento serão consolidadas por um terceiro participante, neutro, tal como uma equipe de pesquisas de universidades. Depois de analisadas, as informações da experiência no uso dos agentes serão partilhadas com outros membros da rede.

Entre os desafios que se colocam ante ao posicionamento dessas ferramentas está impedir que o aplicativo seja bloqueado por firewalls ou por provedores de acesso à Internet. Segundo Feamster, uma das possibilidades é a criação de uma rede semelhante àquela formada por botnets (programas maliciosos que se comunicam com outros clientes sem chamar a atenção dos provedores). ?Será que podemos nos inspirar no tipo de infraestrutura de redes que já existe na Internet? Quem sabe?, provoca.

Desafio
Ele reconhece que será um desafio convencer usuários a instalar os programas de monitoramento em seus PCs. Para contornar tal circunstância, a equipe de Feamster se concentra em desenvolver um aplicativo de fácil utilização que, na versão preliminar, usa elementos do browser da Google, o Chrome, o que não significa que estejam objetivando agradar à Google.

Perguntado se alguma vez já teve experiências ruins com o misterioso funcionamento da Internet, Feamster respondeu que sim. Todavia tais dificuldades foram provocadas por má configuração do modem doméstico que tinha buffers maiores que o necessário.

Essa é outra parte da pesquisa: os cientistas esperam poder evidenciar de que forma a escolha por determinado provedor de Internet por parte dos consumidores pode influenciar o desempenho geral da web. Atualmente, os membros da equipe de pesquisas avaliam formas de realizar migrações entre gateways para acelerar a conexão com a Internet.
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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