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OPERAÇÃO PERSONA: CARLOS CARNEVALI DISPARA CONTRA A CISCO

22/02/2011

Em nota oficial enviada à imprensa nesta segunda-feira, 21/02, Carlos Carnevali, que à época da Operação Persona, deflagrada em outubro de 2007, tinha acabado de deixar a presidência da companhia na América Latina, observa que teve a sua vida pessoal e profissional ´modificada bruscamente por uma devassa pública e moral decorrente da Operação Persona". O executivo foi absolvido pela 4ª Vara da Justiça Federal Criminal de São Paulo. Ainda cabe recurso à sentença.

Operação foi deflagrada pela Polícia Federal e a Receita Federal para investigar uma suposta sonegação fiscal estimada em R$ 1,5 bilhão por parte da Cisco e da sua distribuidora MUDE. Durante as investigações, Carlos Carnevali foi uma das 44 pessoas presas. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal de co-esponsabilidade nos crimes supostamente praticados pelas empresas que importavam equipamentos Cisco àquela época, associando-o à empresa investigada MUDE. O MPF também o acusou de ser ´sócio oculto´ da distribuidora.

Na nota oficial, Carnevali observa que o juiz da 4ª Vara Criminal, Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira, no seu despacho, descaracterizou esse envolvimento. "ademais na época dos fatos afirmou que foram trazidas pela defesa diversas notícias dando conta de que Carnevali sempre lutou para implantar uma fabrica dos componentes CISCO no País, o que ia em desencontro aos objetivos da MUDE", já que quem quer importar fraudulentamente produtos do exterior jamais iria lutar para a Cisco ter uma no Brasil.

O executivo reclama ainda da postura da Cisco Brasil. Segundo ele, faltou apoio depois de mais de 15 anos de serviços prestados. Carnevali lembra que "encontrava-se custodiado preventivamente quando, sem qualquer explicação, advogados da Cisco se esforçaram para entregar sua demissão por telegrama dentro do Presídio do Tremembé, após 54 dias de detenção, durante os quais a empresa lhe negou o apoio sem ao menos ter se inteirado dos fatos mais simples com relação ao ocorrido".

E finaliza a nota à imprensa com o recado: "O juiz da 4a Vara Criminal restabeleceu a verdade dos fatos. Agora cabe a Cisco restabelecer a dignidade de sua conduta". Carnevalli teve a defesa conduzida pelos escritórios Reale & Moreira Porto / Muylaert e Livingston e Kok Advogados.

Procurada pelo Convergência Digital, a Assessoria de Imprensa da Cisco informa que, até o momento, aguarda um posicionamento da empresa.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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