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ARGENTINA VAI DIFICULTAR IMPORTAÇÕES DE ELETROELETRÔNICOS

16/02/2011 01:00:00

Uma nova determinação do Ministério da Indústria da Argentina vai dificultar as exportações de produtos eletroeletrônicos para aquele país. A ministra Débora Giorgi assinou uma resolução que amplia o sistema de licenciamento não-automático (LNA) para uma série de produtos.

Assim, a partir de hoje, vários produtos importados não terão mais entrada automática na Argentina e passarão a ser monitorados pelo governo. A resolução foi publicada hoje no Diário Oficial e inclui, além de eletroeletrônicos, metal, fios e tecidos, carros topo de gama, matrizes e moldes, vidro, bicicletas e peças de bicicletas.

A justificativa do governo argentino é a intenção de recuperar o parque industrial do País. Segundo a ministra, o novo  sistema de licenciamento não-automático valerá para ?setores em que o país tem uma produção nacional que pode atender à demanda e em áreas onde há investimentos e manter o desenvolvimento estratégico?.

"Estamos ampliando o universo de produtos importados, cuja renda é controlada pelo Estado por meio do LNA, sistema a fim de preservar o mercado doméstico a produtos nacionais e não causar danos no processo de re-industrialização que foi gerada em nosso país da aplicação do modelo de produção em 2003 ", disse Giorgi.

A determinação vai impactar sensivelmente os resultados das exportações no setor de tecomunicações no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em 2010, o total de exportações do setor eletroeletrônico para a Argentina atingiu 2.1 bilhões de dólares. Destes, 536 milhões de dólares foram de celulares. Mais significativa fica essa marca, se a compararmos com o total contabilizado pelo setor de tecomunicações, que foi de 587 milhões de dólares. O que mostra que os celulares, sozinhos, responderam quase pela totalidade em telecom.

Embora 2010 tenha registrado incremento de 10,5% em relação às exportações para a Argentina de eletroeletrônicos (1.9 bilhões de dólares), houve queda de 27% nas exportações de celulares para esse país comparado com o ano de 2009, que contabilizou 736 milhões de dólares em aparelhos celulares. E o risco é de quedas mais fortes nos próximos anos com a medida anunciada pela Argentina.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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