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TECNOLOGIA A FAVOR DO CLIENTE

10/02/2011 01:00:00

Para bom entendedor, meia palavra basta. O ditado cabe cada vez mais para os CIOs e usuários de tecnologia que precisam aprimorar a forma de trabalhar com as múltiplas informações que circulam em suas organizações.

De fato, somente duas em cada dez empresas que adotaram soluções de Business Intelligence (BI) atingiram os objetivos desejados quando da implementação dessas ferramentas. Muito disso ocorreu por deficiência no uso de capacidades de Analytics. É por meio do entendimento adequado dos dados que se torna possível compreender o comportamento do consumidor, revisar as estratégias da cadeia logística e de novos padrões de serviços, além de definir modelos financeiros e gerenciamento de talentos.

Nas empresas de alta performance, percebemos que o uso de Analytics ocorre em dois momentos. O primeiro é quando uma companhia efetivamente transforma dados em ideias. E, em um segundo estágio, quando gera negócios a partir disso.

O Google é um exemplo claro desta situação, por sua atuação pioneira na produção de informações e análise para seus clientes. Entretanto, esta não é uma situação que se repete continuamente. Recente estudo da Accenture, conduzido junto a 500 grandes organizações dos Estados Unidos e Reino Unido, revela que mais da metade dos pesquisados acreditam que suas empresas são deficientes no que diz respeito à análise de dados. O levantamento indica ainda que 45% dos entrevistados reconhecem a necessidade de melhorar a coerência, exatidão e veracidade das informações antes que elas possam se tornar úteis para tomada de ações e geração de negócios.

Esta situação é particularmente interessante quando aplicada para alguns desafios típicos das empresas que atuam no Brasil. Até 2014, 56% da população nacional estará na classe C, com 113 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Fazenda; o número de cidadãos na classe D deve diminuir de 24% para 20%, de 44 milhões para 40 milhões de pessoas. A queda é estimada também na classe E, considerada de menor renda. Atender a demanda deste novo público consumidor é certamente essencial, que pode ser endereçada ? ao menos em parte ? com o auxílio de tecnologia analítica.

Há uma série de aplicações que podem ser utilizadas para explicar não apenas as motivações desta faixa da população. Mais além, é possível entender o que leva um homem, solteiro, com idade entre 20 e 30 anos, morador de uma especifica região do País, com determinado nível de escolaridade e das classes CDE a comprar certo produto. Para as empresas, a diferença está na possibilidade de tomar decisões conscientes, baseadas em fatos, não em hipóteses, como ajuste de portfólio e mix de produtos e oferta de serviços.

Além disso, quando se fala especificamente nas classes CDE, o Analytics, mais que o aumento de receita, pode ser bastante efetivo no controle de despesas. Ao saber exatamente que características do produto, ou do serviço, atraem os clientes, as empresas podem otimizar custos e priorizar investimentos de acordo com uma base científica de informações.

A implementação de uma ferramenta como esta pode ser complexa em termos de infraestrutura e tecnologia da informação e, mais que isso, exigirá mudanças na cultura e na organização das empresas. Por outro lado, a questão tecnológica começa a se equacionar e já se discute no mercado a possibilidade de oferecê-la como serviço. A empresa interessada pode, por exemplo, contratar um serviço de modelagem e, dele, receber as informações necessárias para a tomada de decisões.

O desafio maior está, sem dúvida, no gerenciamento das mudanças necessárias, mesmo que ocorra a decisão de terceirizar a análise de dados. No caso já mencionado dos consumidores CDE, as informações geradas devem alimentar o sistema de CRM (Customer Relationship Management), se houver. É a integração com outros aplicativos que dará valor a todas as análises produzidas, que têm que chegar ao nível operacional, sob o risco do modelo não sair do papel.

Por conta disso, é preciso que as empresas tenham profissionais com capacidade de análise e que saibam como levar estas informações para seus sistemas e equipes de vendas. Não é simples, mas os resultados compensam.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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